Não, não vos vou dar nenhuma receita culinária (pelo menos neste artigo), mas sim falar um pouco da “minha” empresa cujo web site lançámos a semana passada.
A Enough Pepper é a empresa de desenvolvimento de aplicações informáticas que fundei com o Miguel Arroz, o João Alfaiate e o Paulo Andrade no início deste ano. Ou melhor, é um sonho comum tornado realidade.
Mais do que uma simples empresa, a Enough Pepper é a expressão viva de uma filosofia de trabalho assente na colaboração, não só entre os membros da equipa, mas, também, com o meio envolvente.
Hum, pensam vocês, que conversa é esta? O que é que este tipo quer dizer? Que pensamos nos projectos como “organismos vivos”; que não traçamos planos na pedra; mas sim aprendemos com as experiências e adapta-mo-nos continuamente ao que nos rodeia. Nem que seja para cortar a direito com tudo o que é convenção ;-).
Enquanto gestor de projecto das várias aplicações da empresa, é particularmente motivador trabalhar com pessoas que, tal como eu, acreditam que boa disposição e frontalidade são aptidões tão importantes para o sucesso como a competência técnica.
É impressionante que numa equipa em que quase todos são conhecidos pela sua personalidade vincada (pensem no rezingão da Branca de Neve e os Sete Anões) nunca tenha havido uma discussão grave.
Os dois principais projectos são o Survs, de que já falei aqui, e o xSort que será tema de um próximo artigo. Na calha está uma terceira aplicação, mas que só deverá ver a luz do dia no próximo ano.
Ah… O nome; acabei por não falar nele… A ideia é simples: desenvolvemos aplicações que se definem por um equilíbrio entre a simplicidade de utilização e o poder que oferecem. Pensem num prato com o tempero certo; nem mais nem menos: no ponto!
Qualquer semelhança entre o nome e o meu apelido é pura coincidência. A sério, nem sequer foi sugerido por mim…
3 Comentários | Comentar
“Que pensamos nos projectos como “organismos vivos”; que não traçamos planos na pedra; mas sim aprendemos com as experiências e adapta-mo-nos continuamente ao que nos rodeia. Nem que seja para cortar a direito com tudo o que é convenção ;-).”
Isso me parece uma ótima desculpa para se abandonar coisas demoradas, porèm essenciais de um projeto, como planejamento, padronização, documentação, etc. Esse tipo de coisinha essencial que facilita no futuro ;-)
Afinal o cliente sempre quer o projeto funcionando, danem-se as convenções.
Já parou para pensar que ultimamente “colaboração” tá virando sinônimo de comunismo? E vimos que a URSS não deu muito certo…
Esse estereótipo é muito manjado, não precisariam fazer mais um marketing vantajoso para se destacar. A empresa que trabalho aqui em Curitiba – PR faz a mesma coisa que vocês propõe fazer, isto que eu não gosto.
Julio Vedovatto
30 de Setembro de 2008
18h:00m
Penso que compreendeste mal o que escrevi :-).
Apesar de não ter nada contra metodologias de trabalho mais pragmáticas, nem sequer as sigo.
A capacidade de adaptação é sempre salutar e não é minimamente incongruente com um bom planeamento. Pelo contrário, qualquer projecto bem pensado e delineado deve prever as contingências.
Quando à tua comparação entre colaboração e comunismo, sinceramente não a percebo… Mas no nosso caso a colaboração não é um chavão de marketing, mas sim uma filosofia de trabalho.
Gustavo Pimenta
30 de Setembro de 2008
18h:53m
Parabéns a todos pelo trabalho desenvolvido e pelo lançamento do site da empresa!
Eu vou continuando a acompanhar os pequenos passos… ;)
E claro, concordo que a colaboração é fundamental no trabalho em equipa!
Joana
30 de Setembro de 2008
22h:59m
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