Anatomia da Experiência
Publicado em 29 de Outubro de 2008
A palavra experiência assume um peso cada vez maior tanto entre profissionais de áreas criativas como no próprio discurso publicitário.
A explicação deste fenómeno levar-nos-ia a recuar um pouco no tempo, mas esse não é o meu propósito para hoje… Quero apenas focar-me numa simples pergunta: mas afinal o que é uma experiência?
O que é uma experiência?
Quando li o Subject to Change, da Adaptive Path, deparei-me com uma “anatomia da experiência” que constitui uma excelente “resposta” a esta pergunta.
Abordando a questão numa perspectiva de negócio, o livro destrinça de forma cirúrgica quais as qualidades humanas que estão em jogo quando uma pessoa interage com produtos, serviços ou ambientes:
- Motivações: porque é que a pessoa se relaciona com a oferta e o que é que pretende tirar dela?
- Expectativas: que pré-noções é que tem sobre como a oferta funciona?
- Percepções: como é que a oferta afecta os seus sentidos (visão, audição, olfacto, gosto e tacto)?
- Habilidades: como é que consegue interagir física e cognitivamente com a oferta?
- Fluxo: como é que se relaciona com a oferta ao longo do tempo?
- Cultura: que conjunto de códigos, regras comportamentais e sistemas de crenças a condicionam?
Um pequeno exercício…
Com base nesta “anatomia” proponho-vos o seguinte: da próxima vez que tiverem uma boa ou má experiência tentem identificar quais destas qualidades tiveram maior peso na vossa opinião.
Este “exercício” permite-vos interiorizar as diferentes dimensões de uma experiência e, consequentemente, treinar o cérebro para o “desenho de experiências” ;-).
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