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	<title>guspim.net &#187; Entrevistas</title>
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		<title>[Entrevista] Bruno Figueiredo</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2010 10:24:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência de Utilização]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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		<description><![CDATA[ <p>Conheci o Bruno Figueiredo por altura da criação da <a href="http://groups.google.com/group/repux"> Rede Portuguesa de Experiência de Utilização (REPUX)</a>. Recordo-me que houve algum "atrito público" entre nós por discordámos sobre o processo que conduziu ao surgimento da <a href="http://www.usabilidade.org/">Associação Portuguesa de Profissionais de Usabilidade (APPU)</a>, de que é Presidente. Mas a querela rapidamente foi ultrapassada e desde então estabelecemos elos de ligação, ou não fossemos os dois fanáticos por design centrado no utilizador :-).</p> 

<p class="mb05">O Bruno poderia ainda ter ficado resentido com as inúmeras "negas" que lhe dei aos convites para fazer apresentações nos seminários de usabilidade que organiza, mas, pelo contrário, tornou-se informalmente uma espécie de conselheiro do <a href="http://www.survs.com">Survs</a>, sempre pronto a dar sugestões e a contribuir para o aperfeiçoamento da aplicação. </p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer"><img src="/img/artigos/entrevista-bruno-figueiredo/bruno_figueiredo.jpg" class="si" alt="Bruno Figueiredo" title="Bruno Figueiredo" height="207" width="150" /></p>
<dl>
<dt>Bruno Figueiredo</dt>
<dd>User Experience Designer
<dd>
</dl>
</div>
<p>Conheci o <a href="http://pt.linkedin.com/in/brunofigueiredo">Bruno Figueiredo</a> por altura da criação da <a href="http://groups.google.com/group/repux"> Rede Portuguesa de Experiência de Utilização (REPUX)</a>. Recordo-me que houve algum &#8220;atrito público&#8221; entre nós por discordarmos sobre o processo que conduziu ao surgimento da <a href="http://www.usabilidade.org/">Associação Portuguesa de Profissionais de Usabilidade (APPU)</a>, de que é Presidente. Mas a querela rapidamente foi ultrapassada e desde então estabelecemos elos de ligação, ou não fossemos os dois fanáticos por design centrado no utilizador :-).</p>
<p>O Bruno poderia ainda ter ficado ressentido com as inúmeras &#8220;negas&#8221; que lhe dei aos convites para fazer apresentações nos seminários de usabilidade que organiza, mas, pelo contrário, tornou-se informalmente uma espécie de conselheiro do <a href="http://www.survs.com">Survs</a>, sempre pronto a dar sugestões e a contribuir para o aperfeiçoamento da aplicação. </p>
<p>Sei que faz o mesmo com outras aplicações portuguesas, vestindo a camisola nacional das aplicações web como ninguém :-). E acreditem quando vos digo que só um louco menosprezaria os conselhos pertinentes que dá. </p>
<p>O seu último projecto é a todos os níveis impressionante: a realização de uma conferência de experiência de utilização, a <a href="http://www.ux-lx.com/">UX lx</a>, com um painel fortíssimo de oradores internacionais. Confesso que não considerava possível ver nomes como Jared Spool, Peter Merholz, Luke Wroblewski, Dan Saffer ou Bill Scott reunidos numa conferência em Portugal&#8230; </p>
<p>Após o seu regresso de Londres, onde trabalhou alguns anos, sem nunca deixar de estar atento à realidade portuguesa, é a altura ideal para ouvirmos o Bruno sobre uma série de assuntos que interessam particularmente à comunidade de experiência de utilização portuguesa.   </p>
<div id="interview">
<h2>Como é que um arquitecto &#8220;acaba&#8221; a trabalhar como consultor de experiência de utilização?  </h2>
<p>Eu escolhi o curso de arquitectura porque à data parecia ser um curso genérico para pessoas criativas. Sempre tive um leque alargado de interesses e via vários arquitectos expandirem a sua actividade para o design gráfico e de equipamento, por isso pareceu-me ser o melhor caminho a seguir. No segundo ano do curso equiparam o centro de informática da faculdade com computadores com acesso à internet e foi amor à primeira vista. Um ano depois estava a trabalhar na Tinta Invisível, a primeira empresa portuguesa de web design, na altura apenas com 5 pessoas. Aos poucos fui largando o web design e comecei a especializar-me nas questões de planeamento e fui naturalmente parar à área da experiência de utilização.</p>
<div class="siContainer"><img src="/img/artigos/entrevista-bruno-figueiredo/appu.gif" class="si" alt="APPU" title="APPU" height="38" width="200" />
</div>
<h2>A experiência de estar à frente da APPU tem sido gratificante? Por vezes não te sentes a lutar uma luta inglória? Ou, pelo contrário, consideras que o mercado está mais sensível à importância de uma boa experiência de utilização?</h2>
<p>Tem dias. Há alturas em que é muito gratificante, principalmente quando conseguimos a atenção do publico e da imprensa e as pessoas começam a falar disto. A APPU é uma associação bastante jovem e como tal tem muito poucos recursos e por vezes torna-se frustrante não ter os meios necessários para se fazer o que se pretende. No entanto considero que temos conseguido uma projecção muito boa com os meios reduzidos que temos, e aos poucos as pessoas começam a estar mais sensibilizadas para os problemas de usabilidade no seu dia-a-dia.  </p>
<h2>Estiveste alguns anos a trabalhar em Inglaterra, quais são as grandes diferenças que sentiste comparativamente a Portugal?      </h2>
<p>Embora as coisas não estejam no mesmo patamar que nos Estados Unidos, estão bastante mais avançados que em Portugal. A profissão não só é largamente reconhecida como já começou a segmentar-se, o que é um sinal de maturidade. Mesmo assim, ainda me surpreendi algumas vezes com empresas gigantes e de renome no mercado que não faziam ideia do tipo de contributo que um profissional da área poderia dar. Só sabiam que deviam ter um. Penso que Portugal poderá estar neste patamar dentro de 5 anos.</p>
<div class="siContainer"><img src="/img/artigos/entrevista-bruno-figueiredo/ux_lx.gif" class="si" alt="UX-lx" title="UX-lx" height="41" width="200" />
</div>
<h2>Estás a organizar uma conferência que reúne alguns dos profissionais de experiência de utilização mais reconhecidos internacionalmente? Como é possível ser &#8220;one man show&#8221; de um evento desta dimensão?  </h2>
<p>Já não é a primeira conferência internacional que organizo, por isso já tenho alguma experiência que me permite agilizar alguns processos. Por outro lado, o meu envolvimento em diversos projectos de organizações internacionais na área permitiu-me travar conhecimentos com muitos dos oradores da área, o que facilita bastante.      </p>
<p>No entanto, é um one man show temporariamente. Muito do que fiz pode ser feito desta forma mas à medida que se aproxima a data do evento vou necessitar de envolver mais pessoas. Alem disso o envolvimento recente da APPU na organização trará também una ajuda suplementar. </p>
<h2>Para terminar, indica-nos um livro, um disco e um filme que te tenham marcado…  </h2>
<p>Livros ha varios, mas posso indicar o Design of Everyday things do Donald Norman. Foi o livro que me fez abrir os olhos para as razoes por detrás da dificuldade da interacção das pessoas com os objectos. Disco é mais dificil, pois tenho um gosto bastante ecletico. Por isso é difícil apontar um. Filme, talvez o Cinema Paraíso, pelo retrato do carácter humanista da época introdutória do cinema. É um filme de que gosto muito.  </p>
</div>
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		<title>Entrevista da Enough Pepper ao Made in Portugal da TSF</title>
		<link>http://guspim.net/2009/10/21/entrevista-da-enough-pepper-ao-made-in-portugal-da-tsf/</link>
		<comments>http://guspim.net/2009/10/21/entrevista-da-enough-pepper-ao-made-in-portugal-da-tsf/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 07:57:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Projectos]]></category>
		<category><![CDATA[Enough Pepper]]></category>
		<category><![CDATA[survs]]></category>

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		<description><![CDATA[<p class="mb05">Eu e o Paulo Andrade demos uma entrevista ao programa <a href="http://tsf.sapo.pt/Programas/programa.aspx?content_id=1015543">Made in Portugal</a> da TSF sobre a aplicação de inquéritos <a href="https://www.survs.com/">Survs</a> que desenvolvemos em conjunto com os outros dois sócios da <a href="http://www.enoughpepper.com/">Enough Pepper</a>, o João Alfaiate e o Miguel Arroz.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer">
<img class="si" width="136" height="92" title="TSF" alt="TSF" src="/img/artigos/entrevista-da-enough-pepper-ao-made-in-portugal-da-tsf/tsf.gif"/></a>    </a>
</div>
<p>Eu e o Paulo Andrade demos uma entrevista ao programa <a href="http://tsf.sapo.pt/Programas/programa.aspx?content_id=1015543">Made in Portugal</a> da TSF sobre a aplicação de inquéritos <a href="https://www.survs.com/">Survs</a> que desenvolvemos em conjunto com os outros dois sócios da <a href="http://www.enoughpepper.com/">Enough Pepper</a>, o João Alfaiate e o Miguel Arroz.</p>
<p>A entrevista para além de se debruçar sobre o percurso feito até aqui, revela também qual o &#8220;tempero especial&#8221; que aplicamos aos projectos em que nos envolvemos :-).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>[Entrevista] Bruno Monteiro</title>
		<link>http://guspim.net/2009/09/11/entrevista-bruno-monteiro/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 11:29:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Experiência de Utilização]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de Projectos]]></category>
		<category><![CDATA[brunomonteiro]]></category>
		<category><![CDATA[gael]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Conheci o <a href="http://paideia.tumblr.com/">Bruno</a> há cinco anos atrás na primeira entrevista de emprego a que concorri após me ter despedido do millenniumbcp.pt. Ele no papel de coordenador do <a href="http://gael.ist.utl.pt/">GAEL</a>*; e eu na pele de candidato que não reunia um dos requisitos para a posição - conhecimento aprofundado em web standards.  </p>

<p class="mb05">Uns tempos mais tarde recebo um email dele a informar-me que estava na <em>short list</em>, mas que precisava de ver a minha "arte" em web standards (que o Bruno sabia que eu não tinha)…</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer"><img src="/img/artigos/entrevista-bruno-monteiro/brunomonteiro.jpg" class="si" alt="Bruno Monteiro" title="Bruno Monteiro" height="185" width="150"></p>
<dl>
<dt>Bruno Monteiro</dt>
<dd>User Experience Designer
<dd>
</dl>
</div>
<p>Conheci o <a href="http://paideia.tumblr.com/">Bruno</a> há cinco anos atrás na primeira entrevista de emprego a que concorri após me ter despedido do millenniumbcp.pt. Ele no papel de coordenador do <a href="http://gael.ist.utl.pt/">GAEL</a>*; e eu na pele de candidato que não reunia um dos requisitos para a vaga &#8211; conhecimento aprofundado em web standards.  </p>
<p>Uns tempos mais tarde recebo um email dele a informar-me que estava na <em>short list</em>, mas que precisava de ver a minha &#8220;arte&#8221; em web standards (que o Bruno sabia que eu não tinha)…</p>
<p>Encarei a provocação com um sorriso nos lábios e fiz um protótipo de web site  no fim de semana seguinte e consegui o emprego. Não pensem que estava uma obra prima, mas o que estava realmente a ser avaliado era a minha pro-actividade. </p>
<p>Ir para o Técnico foi crucial para a minha evolução profissional, logo nunca esquecerei a oportunidade que me foi dada pelo Bruno e pelo Director Adjunto para as Novas Tecnologias na altura, Pedro Santos. Para já não falar da confiança e autonomia que tive desde o primeiro momento.</p>
<p>Pouco falta às nossas recorrentes discussões para atingirem um estatuto de míticas, em grande parte devido a concepções radicalmente diferentes de gestão, mas conseguimos sempre a saudável proeza de rapidamente ultrapassar qualquer atrito.    </p>
<p>Aliás, é mesmo paradoxal que eu seja tão crítico em relação a quem me deu a oportunidade certa no momento certo, e que praticou uma gestão anos luz à frente do que conheço de outras realidades similares, colocando sempre o trabalho à frente do protagonismo… Mas é a minha natureza; é  mais forte que eu…</p>
<p>As duras críticas com que massacrei o Bruno enquanto “gestor” nunca tiveram correspondência na apreciação que faço da sua competência técnica. Como <em>user experience designer</em> não penso que tenha paralelo em Portugal. E esta tudo dito. </p>
<p>Após a sua recente demissão da coordenação do GAEL, e de ter conseguido a tarefa hercúlea de redesenhar o web site do Técnico em tempo recorde com recursos escassíssimos, eis uma excelente altura para o ouvirmos.      </p>
<p><span class="mark2 fs1">* Gabinete de Apoio à Produção de Conteúdos Multimédia e e-Learning  do Instituto Superior Técnico ou nome-de-gabinete-que-ninguém-fixa-dada-a-sua-absurda-extensão.</span> </p>
<div id="interview">
<h2>Fala-nos um pouco do teu percurso profissional e académico.  </h2>
<p>Ui! Começas com uma pergunta que exige alguma capacidade de síntese. Bom, quem ler o que acabei de escrever pensará que estás a falar com alguém que está perto de comemorar os cinquentas anos de carreira&#8230; nem tanto, amigo. Digo que é uma tarefa difícil para quem, como eu, se costuma alongar nestes relatos.</p>
<div class="siContainer"><img src="/img/artigos/entrevista-bruno-monteiro/iscte.gif" class="si" alt="Iscte" title="Iscte" height="34" width="200"></p>
</div>
<p>Na verdade eu comecei a trabalhar no ano em que, terminado o 12º ano no Liceu Camões, me candidatei à universidade, pela primeira vez, e vi a entrada por um “canudo” ou seja a 0.8 pontos de distância. No entanto, estava decidido a tentar novamente no ano seguinte e empenhado em vingar na primeira opção &#8211; Sociologia no ISCTE.  No ano seguinte, as provas correram melhor e consegui entrar no curso que pretendia. </p>
<div class="siContainer"><img src="/img/artigos/entrevista-bruno-monteiro/ist.gif" class="si" alt="Iscte" title="Iscte" height="51" width="200"></p>
</div>
<p>Pouco tempo depois estava a  transitar do meu primeiro emprego  no IST &#8211; trabalhava na reprografia, a tirar fotocópias e fazer encadernações o dia inteiro &#8211; para a Biblioteca, onde os horários eram mais flexíveis e o trabalho menos mecânico. Esta mudança acabou por complicar um pouco o meu primeiro ano como universitário porque estive a frequentar, durante cerca de 9 meses, um curso de técnico profissional de Biblioteca e Documentação (640 horas em regime pós-laboral). O meu dia era intenso: levantava-me às 6.10 da manhã, começava as aulas às 8.00,  e por volta das 13.00 estava a caminho do IST. Saia por volta das 19.00 para as aulas do curso de BD. Chegava a casa pela meia-noite. </p>
<p>Foram uns meses cansativos, mas não me arrependo das escolhas que fiz. Não vi as minhas expectativas goradas em Sociologia e gostei imenso dos últimos anos, quando pude escolher algumas cadeiras mais especializadas, relacionadas com a área de trabalho e organizações. Interessava-me sobretudo pela forma como a tecnologia estava a influenciar as organizações e a definir novos modelos produtivos. </p>
<p>Por outro lado, em 1997 comecei a ficar deslumbrado com o crescimento da web, e a interessar-me por web design visto que o design era já uma paixão antiga. Comecei a fazer algum trabalho de design gráfico como freelancer e no final da década de 90 tive a ousadia de fazer o primeiro web site da Biblioteca do Técnico do qual, felizmente, já não existem vestígios! Se começar por dizer que utilizei o Frontpage, penso que os mais “standardistas” entre nós ficam elucidados&#8230; de resto, não era apenas o código que padecia de fraca qualidade. :-)</p>
<p>A resposta já vai longa (eu avisei)&#8230; abreviando em 2002 fui convidado para trabalhar no GAEL onde ainda estou. </p>
<h2>Como foi a experiência de coordenar um gabinete como o GAEL?  </h2>
<div class="siContainer"><img src="/img/artigos/entrevista-bruno-monteiro/gael.gif" class="si" alt="GAEL" title="GAEL" height="152" width="100"></p>
</div>
<p>Foi uma experiência extremamente positiva. Apesar de, como sabes, não gostar particularmente de algumas  funções inerentes à coordenação, aprendi imenso e tive a oportunidade de estar envolvido em projectos interessantes. Creio que contribuiu imenso para o meu crescimento profissional, quer como já disse pela natureza dos projectos, quer pela  autonomia e “espaço” que me foi concedido em algumas dimensões do meu trabalho e pelas próprias condicionantes e restrições de trabalhar num gabinete de uma instituição pública (as dificuldades também nos ensinam, estimulando o pragmatismo e a gestão eficiente de recursos). Outro dos aspectos importantes, foi a oportunidade de trabalhar com alguns profissionais  de elevada qualidade e com os quais aprendi e continuo a aprender.</p>
<p>Por outro lado esta experiência de coordenação limitou, de certa forma, o meu trabalho individual como web designer. Coloquei, se assim o posso dizer, menos vezes as “mãos na massa” em projectos aliciantes. Inevitavelmente, existe sempre um “trade off” ligadas a estas funções. </p>
<h2>Trabalhas na tão mal afamada função pública há 15 anos, o que achas que devia mudar? </h2>
<p>Acho que existe a necessidade de implementar medidas e políticas que privilegiem a eficácia, eficiência, qualidade e produtividade. Obviamente, algumas dessas medidas e reformas são impopulares e vão penalizar políticamente quem tiver coragem de as implementar. Estou a falar, por exemplo, da figura do despedimento na administração pública, de processos disciplinares que não sejam inconsequentes e de um sistema de avaliação de desempenho que esteja orientado para uma cultura de exigência, mas implementado de uma forma séria dando formação aos avaliadores e facultando ferramentas de monitorização de desempenho. A legislação é normalmente “castradora” porque se centra no controlo e não na eficiência dos processos. O recrutamento e a aquisição de bens e serviços na administração pública é um pesadelo!</p>
<p>Algumas mudanças estão dependentes do legislador, mas outras dependem da cultura organizacional das instituições: a existência de uma verdadeira liderança estratégica, uma gestão centrada nos objectivos, uma aposta clara na formação e requalificação profissional  e uma verdadeira gestão de recursos humanos. Não é preciso estudar psicossociologia das organizações para perceber que na Administração Pública se confunde gestão de pessoal com gestão de recursos humanos.</p>
<p>Nada do que disse é novo. Muitos já disseram o mesmo. Eu acredito que o diagnóstico está feito há muito, mas as reformas tendem a tardar. A tecnologia e a mudança geracional trouxe à função pública melhorias significativas nos últimos anos, mas estou convencido que poderíamos fazer mais e melhor.  </p>
<h2>Estiveste envolvido numa startup, mas a experiência não correu muito bem. O que aprendeste nessa aventura?     </h2>
<p>Parece que hoje em dia é “trendy” falar de startups e empreendedorismo. Num pais que durante anos teve uma economia constituida por pequenas e médias empresas, parece-me que não nos faltaram “empreendedores”. </p>
<p>Bom, perdoa-me este intróito algo disperso&#8230; mas embora seja louvável que exista, em qualquer economia e sobretudo numa economia frágil como a portuguesa, um movimento a incentivar o empreendedorismo a verdade é a mesma de sempre:  nem todos tem o perfil para serem empreendedores e não existe mal nenhum em trabalhar para outrém.</p>
<p>Na startup em que estive envolvido, na área dos jogos online, aprendi que além da ideia, quando não existe grande capacidade de investimento, é necessário garantir que existe no grupo as competências nucleares ao desenvolvimento do projecto ou que podem ser incorporadas por um custo residual. </p>
<p>É fundamental que se estabeleçam cenários de sucesso e insucesso que sejam comuns a todos os envolvidos. Representações distintas não favorecem a coesão. É importante definir e respeitar as áreas de competência de todos em qualquer circunstância e é absolutamente crucial escolher os parceiros certos, nomeadamente, os parceiros empresariais. Por outro lado, ter a consciência  de que, de um modo ou de outro, esse projecto vai “mudar” a nossa vida, sobretudo a disponibilidade de tempo para nós próprios e para a nossa família ou amigos.</p>
<p>Se foi a minha “aventura” definitiva pelo mundo das startups, não faço a mínima ideia. Contudo é certo que valorizo esta experiência. Se voltar a envolver-me na criação de uma “startup” não serei tão ingénuo. </p>
<h2>Fizeste recentemente o novo web site do técnico com recursos escassos e num prazo apertadíssimo. Como conseguiste atenuar esses factores e executar o trabalho a tempo e horas? </h2>
<p>Contratando os serviços de uma empresa indiana&#8230; Não, estou a brincar! :)</p>
<p>Acho que foi fundamental ter a consciência de que era realmente necessário uma grande dedicação (com muitas horas extra), tentar melhorar a comunicação e articulação de ideias e competências entre todos os intervenientes (alguma gestão de projecto), maximizar a eficiência do processo e articulação das várias fases do projecto e ser muito pragmático. </p>
<div class="miContainer"><a href="http:/www.ist.utl.pt" class="naked broken_link"><img src="/img/artigos/entrevista-bruno-monteiro/istwebsite1.jpg" class="mi" width="480" height="441" alt="Web site do Instituto Superior Técnico" title="Web site do Instituto Superior Técnico"/> </a></div>
<p>Tive, como sabes, de ajustar as minhas expectativas  de acordo com os vários constrangimentos do  projecto e ter a consciência de que “produto final”, sendo um progresso significativo face ao web site anterior, poderia estar melhor. Tive, como acontece quase sempre neste tipo de processos, de ceder a opções com as quais discordo totalmente. </p>
<p>Há ainda muito trabalho a fazer. Espero que esse trabalho seja para tornar melhor o web site.</p>
<p>Por outro lado, é importante realçar as contribuições e colaborações &#8211; umas mais esporádicas, outras mais permanentes &#8211; de alguns colegas. Esse “input” foi extremamente valioso e, por exemplo, sem o meu “wingman” ;-) teria sido impossível cumprir o prazo. Além da ajuda arrastou-me diversas vezes para um belo sushi&#8230; óptimo para levantar a moral! </p>
<div class="miContainer"><a href="http:/www.ist.utl.pt/pt/sobre-IST/cooperacao-internacional/" class="naked broken_link"><img src="/img/artigos/entrevista-bruno-monteiro/istwebsite4.jpg" class="mi" width="480" height="438" alt="Web site do Instituto Superior Técnico" title="Web site do Instituto Superior Técnico"/>      </a>
	</div>
<h2>Indica-nos alguns dos teus &#8220;super-heróis&#8221; de design e/ou web design?  </h2>
<p>Tough that one! Deixa-me pensar &#8230; bom, tive várias influências e pessoas cujo trabalho me marcou. Lembro que o primeiro designer gráfico cujo trabalho me deixou fascinado foi o <a href="http://www.paul-rand.com">Paul Rand</a>, acompanhei mais tarde algum trabalho da <a href="http://www.chasedesigngroup.com">Margo Chase</a> (uma apaixonada pelo gótico e por tipografia) e do incontornável <a href="http://www.davidcarsondesign.com">David Carson</a>.</p>
<p>Na web vibrei com o ainda existente <a href="http://www.k10k.net">Kaliber 10 000 </a>do Toke Nygaard e Michael Schmidt e uma das primeiras versões  da Surfstation do <a href="http://surfstation.com">Thomas Brodahl</a>. Passei imensas horas a navegar nestes web sites. As comunidades de design foram um instrumento precioso para conhecer o trabalho que se fazia na web e fora da web.</p>
<p>Não podia deixar de referir o primeiro livro do <a href="http://www.zeldman.com">Jeffrey Zeldman</a>, “Taking your talent to the Web”. Penso que poucos, ou mesmo ninguém, conseguiu expôr com tamanha clareza os benefícios e a necessidade de existirem “web standards”.</p>
<p>Hoje em dia, sigo com regularidade o trabalho do <a href="http://weightshift.com">Naz Hamid</a>, do <a href="http://thebignoob.com/soldiers/ryan">Ryan Sims</a>, <a href="http://www.wilsonminer.com">Wilson Miner</a> e <a href="http://playgroundblues.com">Nathan Borror</a> entre outros. Têm um talento descomunal. </p>
<h2>Para terminar, indica-nos um livro, um disco e um filme que te tenham marcado…</h2>
<p>Só um? É tarefa quase impossível! Assim, tenho que ser mesmo muito criterioso: “O Lobo das Estepes” de Herman Hesse marcou profundamente o fim da minha adolescência.  Ui! Um disco&#8230; “Violator” dos Depeche Mode. Um só filme&#8230; não consigo. Posso fazer batota? “M. Butterfly”, “Remains of the day” (esqueci-me do título em português) e, finalmente, um que ainda está bem vivo na minha memória “Revolutionary Road”. </p>
</div>
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		<title>[Entrevista] Rodrigo Serra</title>
		<link>http://guspim.net/2009/02/18/entrevista-rodrigo-serra/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Feb 2009 23:24:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Serra]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O Rodrigo é um amigo de longa data com uma paixão incomensurável pelo que faz. Devem ser raras as pessoas que aos 7 anos de idade já sabem o que querem ser quando forem grandes. Ele não só traçou desde logo o seu destino como nunca desistiu apesar dos inúmeros moinhos de vento que lhe apareceram no caminho.</p>

<p class="mb05">É também um tipo que dá significado à palavra <em>coolness</em>. Eu costumo dizer que ele se sente tão à vontade numa festa de debutantes como no meio do Botswana a anestesiar um leão de 300 quilos. Está-lhe no sangue. </p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer">
<img class="si" width="150" height="150" src="/img/artigos/entrevista-rodrigo-serra/rodas.jpg" alt="Rodrigo Serra" title="Rodrigo Serra"/></p>
<dl>
<dt>Rodrigo Serra</dt>
<dd>Veterinário</dd>
</dl>
</div>
<p>O Rodrigo é um amigo de longa data com uma paixão incomensurável pelo que faz. Devem ser raras as pessoas que aos 7 anos de idade já sabem o que querem ser quando forem grandes. Ele não só traçou desde logo o seu destino como nunca desistiu apesar dos inúmeros moinhos de vento que lhe apareceram no caminho.</p>
<p>É também um tipo que dá significado à palavra <em>coolness</em>. Eu costumo dizer que ele se sente tão à vontade numa festa de debutantes como no meio do Botswana a anestesiar um leão de 300 quilos. Está-lhe no sangue. </p>
<p>Espero que a entrevista com este <em>globetrotter</em> sirva para demonstrar aos mais cépticos que o sonho realmente comanda a vida. É só preciso dar um passo de cada vez.  </p>
<div id="interview">
<h2>Quando descobriste a tua vocação profissional?  </h2>
<p>Acho que descobri primeiro o que queria fazer &#8211; aos 7 anos &#8211; do que propriamente a minha vocação profissional. Descobri que queria &#8220;tratar&#8221; do lince-ibérico, uma vez que na altura  estava em marcha a campanha &#8220;Salvemos o lince-ibérico e a Serra da Malcata&#8221; da Liga para a Protecção da Natureza.</p>
<p>
<div class="miContainer">
<img class="si" width="465" height="312" src="/img/artigos/entrevista-rodrigo-serra/lince.jpg" alt="Lince Ibérico" title="Lince Ibérico"/></p>
</div>
<p> Tratar, para mim que tinha 7 anos e uma mãe médica, queria dizer tratar-lhes da saúde, ainda que propriamente dita e não tratar-lhes da saúde como tratámos, levando o lince-ibérico à pré-extinção em Portugal.</p>
<p> Andei sempre pelas áreas científicas até à medicina veterinária, e daí passei para a especialização em medicina da conservação, já lá vão 8 anos.  </p>
<h2>Fala-nos um pouco do teu percurso profissional&#8230;    </h2>
<div class="siContainer">
<img class="si" width="200" height="301" src="/img/artigos/entrevista-rodrigo-serra/anestesia.jpg" alt="Rodrigo Serra" title="Rodrigo Serra"/></p>
</div>
<p>Comecei por trabalhar para arranjar uns cobres extras para as saídas e outros gastos, enquanto tirava o curso de medicina veterinária em Lisboa. Isto num atelier de decoração de interiores, onde aprendi de tudo &#8211; fui paquete, controlei contas de clientes, ajudei a pendurar quadros e cortinas, atendi telefones, tirei cafés, fiz arquivo, etc &#8211; experiência esta que ainda hoje me serve e de muito.</p>
<p>Ao acabar o curso, comecei por fazer estágio profissional em Portugal, numa clínica de animais de companhia, após o que me lancei para Barcelona, pago pelo programa Leonardo da Vinci, para trabalhar num hospital de referência para espécies de animais de companhia e animais &#8220;exóticos&#8221;.</p>
<p>Já fui para Barcelona com intuito de me formar intensivamente (num hospital há muito trabalho, muito mais que numa clínica normal) para poder aceder ao mestrado que queria fazer em Londres &#8211; medicina de animais selvagens &#8211; logo no ano seguinte a formar-me como veterinário. E assim foi. </p>
<p>Passei 2000-01 no <a href="http://www.zsl.org/zsl-london-zoo/">Zoo de Londres</a> e no <a href="http://www.rvc.ac.uk/">Royal Veterinary College</a>, num mestrado organizado por este e pelo <a href="http://www.zoo.cam.ac.uk/ioz/">Institute of Zoology</a>, a casa de Charles Darwin. Fiz tese sobre chitas (eu e os gatos) e terminei o mestrado já com convite para trabalhar para o Okavango Lion Research Project, no Botswana.</p>
<p>Enquanto fazia mestrado trabalhei também num hospital veterinário em Londres, para ganhar a vida e experiência. A partir de 2002, dediquei alguns meses por ano a investigar o estado de saúde de leões do delta do Okavango, entre o Botswana (onde anestesiava leões e colhia amostras biológicas &#8211; sangue, etc.) e laboratórios europeus (Zurique e Glasgow, onde entregava e processava amostras), até 2008. </p>
<div class="miContainer">
<img class="si" width="465" height="312" src="/img/artigos/entrevista-rodrigo-serra/leao.jpg" alt="Leão" title="Leão"/></p>
</div>
<p>Entretanto, comecei a trabalhar para a Reserva Natural da Serra da Malcata em finais de 2003. A ideia era ajudar a desenvolver um plano de conservação /ex situ/, ou seja, de reprodução em cativeiro e tudo o que lhe está associado. Entrei no programa Espanhol, então a dar os primeiros passos, e acompanhei como assessor todo o processo do seu desenvolvimento.</p>
<p>Paralelamente, apliquei esse desenvolvimento a Portugal e assim nasce o programa de conservação /ex situ/ português, em meados de 2005. Ajudei a desenvolver e a aplicar o projecto do Centro Nacional de Reprodução de Lince Ibérico, cuja construção (prestes a terminar) acompanho como consultor das Águas do Algarve. Espero poder participar também quando chegarem os linces, daqui a dois, três meses&#8230;</p>
<h2>Em que projectos estás envolvido actualmente?  </h2>
<div class="siContainer">
<a class="naked" href="http://internationalgipsy.blogspot.com/2008/07/ufdates-sim-uf-dates.html"><br />
<img class="si" width="200" height="124" src="/img/artigos/ivi-wildlifemedia/iviwildlifemedia.gif" alt="I.V.I." title="I.V.I."/><br />
</a>
</div</p>
<p>Além do que já contei acima, estou também a fazer uma tese de doutorado no Clinical Lab, da Universidade de Zurique, em epidemiologia de felinos &#8211; estudo populações de felinos, selvagens e de cativeiro, procurando saber com que doenças estão infectados ou com que doenças tiveram contacto. Implica além do Botswana, trabalho com o <a href="http://www.breedingcentresharjah.com/">Breeding Centre for Endangered Arabian Wildlife</a>, que reproduz leopardos árabes, chitas, gatos do deserto, caracais e gatos de gordon.       </p>
<p>Estou também muito dedicado a desenvolver a minha empresa (IVI &#8211; Investigação Veterinária Independente), sob a qual desenvolvo todos estes trabalhos e ainda uma unidade de media, que faz desde &#8220;sites&#8221; de internet até documentários, tudo aplicado à conservação da natureza.</p>
<h2>Quando é que vamos ter linces ibéricos em terras lusas?  </h2>
<p>Em princípio, poderemos esperar ter linces entre Maio e Setembro deste ano.        </p>
<h2>O que te vês a fazer daqui a 5 anos? </h2>
<p>Vejo-me a avaliar o desempenho do centro do lince, e a avaliar a minha vida profissional, pessoal, ambições e hipóteses de futuro&#8230;  </p>
<h2>Para terminar, indica-nos um livro, um disco e um filme que te tenham marcado&#8230;        </h2>
<p>Essa, amigo, é muito difícil. UM livro?? UM disco?? UM filme???. Não dá. Livros: A Origens das Espécies (Charles Darwin), O Polegar do Panda (Stephen Jay Gould), No Logo (Naomi Campbel), Freakonomics (Stephen Dubner e Steven Levitt), Out of Control (Kevin Kelly), Leviathan (Paul Auster), American Psycho (Bret Easton Ellis), The Secret Life of Bees (Sue Monk Kidd), e muitos outros que me vão irritar por não me ter lembrado deles.</p>
<p>Disco: aqui é mais fácil, mas MUITO injusto. Enfim, para simplificar, An American Prayer, Jim Morrison and The Doors</p>
<p>Filme: Wild at Heart (David Lynch), Barton Fink (Irmãos Cohen), Naked Lunch (David Cronenberg). 2001 Odisseia no Espaço (Stanley Kubric),  Life of Brian (Monty Python). E mais, claro, mas pronto.          </p>
</p></div>
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		</item>
		<item>
		<title>Entrevista ao 2.0 Webmania</title>
		<link>http://guspim.net/2008/12/14/entrevista-ao-20-webmania/</link>
		<comments>http://guspim.net/2008/12/14/entrevista-ao-20-webmania/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 14 Dec 2008 14:49:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Projectos]]></category>
		<category><![CDATA[2.0 Webmania]]></category>
		<category><![CDATA[guspim]]></category>
		<category><![CDATA[gustavo pimenta]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>No âmbito de uma série de <a href="http://2.0.bloguite.com/category/portugal-20">entrevistas</a> que o <a href="http://2.0.bloguite.com/">2.0 Webmania</a> está a fazer a responsáveis por projectos web nacionais, <a href="http://2.0.bloguite.com/portugal-20/gustavo-pimenta-no-portugal-20-no-ano-de-2008-parte-viii.html">respondi</a> a algumas perguntas feitas pelo seu editor, o Rui Costa.</p>  

<p class="mb05">As entrevistas surgem no seguimento do artigo <a href="http://2.0.bloguite.com/geral/portugal-20-no-ano-de-2008-parte-1.html">Portugal 2.0 no ano de 2008</a> onde o Rui faz o seu relato pessoal da evolução da Web em Portugal.</p> ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer">
<a class="naked" href="http://2.0.bloguite.com/"><br />
<img class="si" width="200" height="57" src="/img/artigos/entrevista-ao-20-webmania/20Webmania.gif" alt="2.0 Webmania" title="2.0 Webmania"/><br />
</a>
</div>
<p>No âmbito de uma série de <a href="http://2.0.bloguite.com/category/portugal-20">entrevistas</a> que o <a href="http://2.0.bloguite.com/">2.0 Webmania</a> está a fazer a responsáveis por projectos web nacionais, <a href="http://2.0.bloguite.com/portugal-20/gustavo-pimenta-no-portugal-20-no-ano-de-2008-parte-viii.html">respondi</a> a algumas perguntas feitas pelo seu editor,  Rui Costa.</p>
<p>As entrevistas surgem no seguimento do artigo <a href="http://2.0.bloguite.com/geral/portugal-20-no-ano-de-2008-parte-1.html">Portugal 2.0 no ano de 2008</a> onde o Rui faz o seu relato pessoal da evolução da Web em Portugal.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>[Entrevista] Joana Viana (2)</title>
		<link>http://guspim.net/2008/10/02/entrevista-joana-viana-2/</link>
		<comments>http://guspim.net/2008/10/02/entrevista-joana-viana-2/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 10:49:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[e-learning]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[ciências da educação]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Superior de Educação – Instituto Politécnic]]></category>
		<category><![CDATA[ESE-IPL]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da]]></category>
		<category><![CDATA[FPCE-UL]]></category>
		<category><![CDATA[Joana Viana]]></category>
		<category><![CDATA[Teclar]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Após uma <a href="/2008/09/04/entrevista-joana-viana-1/">primeira parte da entrevista</a> focada no percurso académico e profissional da Joana, vamos conhecer um pouco melhor alguns dos seus projectos e saber como perspectiva o futuro.</p>

<p class="mb05">Não posso deixar de manifestar aqui alguma "inveja saudável" pelas experiências vividas pela Joana no Projecto Teclar. Depois de lerem a resposta à primeira pergunta, e os testemunhos dos participantes, vão perceber porquê ;-). </p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer">
<img class="si" width="150" height="150" title="Joana Viana" alt="Joana Viana" src="/img/artigos/entrevista-joana-viana-1/joanaviana.jpg"/></p>
<dl>
<dt>Joana Viana</dt>
<dd>Formadora, investigadora, gestora de conteúdos, …</dd>
</dl>
</div>
<p>Após uma <a href="/2008/09/04/entrevista-joana-viana-1/">primeira parte da entrevista</a> focada no percurso académico e profissional da Joana, vamos conhecer um pouco melhor alguns dos seus projectos e saber como perspectiva o futuro.</p>
<p>Não posso deixar de manifestar aqui alguma &#8220;inveja saudável&#8221; pelas experiências vividas pela Joana no Projecto Teclar. Depois de lerem a resposta à primeira pergunta, e os testemunhos dos participantes, vão perceber porquê ;-). </p>
<p>Esta não será certamente a última &#8220;presença&#8221; da Joana neste espaço, pois tencionamos escrever em co-autoria alguns artigos sobre técnicas de investigação. </p>
<div id="interview">
<h2>O que é o projecto Teclar? Partilha algumas experiência(s) gratificante(s) que tenhas tido no Teclar.</h2>
<p>O <a href="http://blogs.esel.ipleiria.pt/60mais/category/projecto-teclar/">Projecto Teclar, Ensinar e Aprender entre Gerações com Tecnologias</a>, constitui um espaço de aprendizagem e partilha de experiências e conhecimentos, entre adultos com mais de 50 anos e crianças alunos do 1º ciclo, com base na realização de actividades centradas no uso do computador e da Internet.</p>
<div class="siContainer">
<a class="naked" href="http://blogs.esel.ipleiria.pt/teclar/projecto/"><br />
<img class="si" width="200" height="163" title="Projecto Teclar, Ensinar e Aprender entre Gerações com Tecnologias" alt="Projecto Teclar, Ensinar e Aprender entre Gerações com Tecnologias" src="/img/artigos/entrevista-joana-viana-1/logoTeclar.gif"/><br />
</a>
</div>
<p>É desenvolvido na Escola Superior de Educação de Leiria (ESEL), do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), desde Novembro de 2005, e tem como objectivo aproximar os mais velhos dos mais novos, em termos de conhecimentos e aprendizagens, associados ao uso das novas tecnologias, mobilizando os saberes, experiências e memória individual e colectiva dos adultos envolvidos. </p>
<p>Adultos e crianças aprendem colaborativamente, constituindo as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) o impulso das aprendizagens realizadas, troca de saberes e interacção entre as duas gerações.</p>
<p>Com a sua participação, os adultos elevam a auto-estima, a auto-confiança e motivação para aprenderem; estreitam a relação estabelecida com os mais novos, netos e filhos, ao nível de conhecimentos e aprendizagens associadas à utilização das novas tecnologias, podendo desenvolver actividades juntos no computador e comunicarem pela Internet. </p>
<p>Por seu lado, as crianças têm a oportunidade de aprenderem temáticas curriculares e desenvolverem competências ao nível do saber ser e do saber estar, de modo não formal e não escolar, em contacto com “novos” educadores.</p>
<div class="mb2 mt2">   <object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/esZYr-hnMFk&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/esZYr-hnMFk&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></div>
<p>O blogue <a href="http://projectoteclar.blogspot.com">“Experiências no Projecto Teclar”</a> constitui o espaço social de partilha entre todos os intervenientes (directos ou indirectos) no Teclar. Especialmente os adultos usam-no como um espaço de partilha e comunicação uns com os outros. </p>
<p>Desde a importância da relação entre as pessoas, a liderança e a capacidade de dinamização e de motivação num projecto como este, até à partilha de ideias, de conhecimentos, de boas práticas, de sentimentos e de frustrações… tudo é determinante para que seja possível resultar!</p>
<blockquote><p>“Para mim, o Projecto Teclar foi como um totoloto com Jackpot, que saiu na minha vida, não no sentido do ganho material mas sim do conhecimento.” </p>
<p class="source">	 Eugénia Ferrari     </p>
</blockquote>
<p>É fabuloso a forma como os adultos encaram e interpretam as novas aprendizagens que realizam, o contacto que estabelecem com este “novo mundo das tecnologias”; as possibilidades que lhes são criadas pelas competências que desenvolvem a este nível, para uma melhor integração na sociedade, comunicação e relação interpessoal, especialmente com a família e amigos! </p>
<p>Ver os adultos rejuvenescer no contacto com as crianças; criarem laços de afectividade como se fossem avós e netos; resolverem problemas em grupo e gerirem conflitos… é delicioso! As crianças a explicarem com doçura e espontaneidade como copiar ficheiros, como inserir uma imagem num slide do PowerPoint, como guardar as imagens da Internet para o computador, como fazer a animação da apresentação, ou como criar uma pasta…</p>
<p>Uma das Crescidas do Teclar diz que a Internet “são janelas sempre a abrir, a abrir para o mundo!”. É uma frase que memorizei&#8230;</p>
<p>É mais do que gratificante a alegria dos adultos com as aprendizagens que realizam, com o facto de comunicarem com os filhos ou netos por e-mail ou por messenger, por saberem pesquisar na Internet, navegar por todo o mundo!</p>
<blockquote><p>“O Projecto Teclar alterou de forma positiva toda a minha vida. Além de aprender a dominar as novas tecnologias, descobri uma excelente forma de combater a solidão.” </p>
<p class="source">	 Margarida Martins    </p>
</blockquote>
<p>Ouvi-los dizer e, sobretudo, presenciar o combate à solidão que foi possível para alguns dos adultos com a sua participação no Teclar, ao ocuparem parte do tempo livre ao computador, na Internet, a conversarem à noite uns com os outros, por chat (messenger, gtalk). Estarem confiantes a ajudar os netos a pesquisarem informações na Internet, realizarem os trabalhos e imprimirem!</p>
<p>A alegria dos adultos ao dizerem que conseguiram, que foram capazes sozinhos!</p>
<p>Em cada ano do projecto houve colaboração com diferentes escolas do 1º ciclo. Cada escola, com a sua especificidade, tornou o projecto mais singular e diversificado, mais motivante e pertinente para todos os intervenientes. </p>
<blockquote><p>“O contacto com as crianças foi muito bom (…). Foram amáveis connosco, respeitaram-nos e aceitaram algumas sugestões que lhes demos. Fiquei muito sensibilizado quando ontem me cruzei na rua com uma criança do meu grupo. Eu nem dava por ela, mas a Ana Patrícia atravessou a rua para me vir dar um beijo e apresentar-me à mãe. Que maravilha! Não sei descrever o que senti…” </p>
<p class="source">	António Dias   </p>
</blockquote>
<p>Posso dizer que o Teclar constitui uma comunidade de aprendizagem, dinamizada por actores sociais, com diferentes papéis na comunidade educativa: crianças em idade escolar, adultos aposentados, professora do 1º ciclo, alunas da licenciatura em ensino básico do 1º ciclo (estagiárias), eu e a comunidade educativa envolvida (pais das crianças, familiares dos adultos, alunos, professores, etc…). </p>
<p>A experiência ao longo destes três anos tem sido formidável, muito gratificante, com momentos de verdadeira aprendizagem, colaboração e partilha de saberes, aquisição de valores e atitudes, emoções, convívio, alegria, amizade e boa disposição! </p>
<p>Cada encontro inter-geracional constituiu um momento intenso, carregado de emoções e afectividade, muito para além das aprendizagens ou aquisição de conhecimentos escolares ou no âmbito das tecnologias. </p>
<p>Em síntese, para mim, poder estar num ambiente tão agradável, presenciar a alegria das aprendizagens e descobertas destes adultos, aprender com a sua sabedoria, com as suas experiências e histórias de vida, e concomitantemente promover novas aprendizagens, novos conhecimentos, novas formas de usar o computador e a Internet em beneficio do seu desenvolvimento pessoal, das relações sociais, culturais e afectivas, é um enorme prazer, orgulho e satisfação! É para mim, mais do que uma realização profissional, factor de realização humana!</p>
<p>Escolho terminar com uma frase bem interessante para o contexto do Teclar: </p>
<blockquote><p>“Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar.” </p>
<p class="source">Píndaro (poeta romano)</p>
</blockquote>
<h2>Como foi a experiência de dar aulas na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa (FPCE-UL)?</h2>
<div class="siContainer">
<a class="naked" href="http://www.fpce.ul.pt"><br />
<img class="si" width="200" height="144" title="Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa (FPCE-UL)" alt="Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa (FPCE-UL)" src="/img/artigos/entrevista-joana-viana-1/fpcelogo.gif"/><br />
</a>
</div>
<p>Muito interessante, enriquecedora!</p>
<p>A grande mais-valia e o valor que retive foi o facto de poder viver, sentir, experimentar o ensino, na sala de aula, enquanto professora, quando há tão pouco tempo fui (e aliás continuo a ser) aluna! </p>
<p>A mistura e confronto das aprendizagens adquiridas nas duas situações têm sido riquíssimas, do ponto de vista da minha formação pessoal e profissional.</p>
<p>As Ciências da Educação incluem todos os processos e situações de ensino, de educação e de formação. Neste caso, tenho a possibilidade de colocar em prática os conhecimentos e competências adquiridas a esse nível, ao mesmo tempo que confronto com as experiências vividas enquanto aluna e o que sobre isso possa ter aprendido!</p>
<p>Para além disso, foi gratificante poder ter esta experiência nesta fase do meu percurso profissional, pouco tempo após ter concluído a Licenciatura. </p>
<p>O próprio contexto em que aconteceu foi muito importante para mim. Por um lado, ser a disciplina de Tecnologias Educativas, área em que tenho trabalhado e que me interessa, e por outro, o facto de ter sido responsável pelas aulas práticas, que de certa forma permitem e propiciam uma relação mais próxima com os alunos, com as suas questões, dificuldades, problemas, reflexões… exigindo essencialmente um papel de tutoria da minha parte. Não se cinge à preparação de uma aula que segue um determinado planeamento. Está “quase tudo” em aberto. Os alunos estão a realizar actividades práticas, em grupo, com estratégias e tempos diferentes.</p>
<p>Em termos de formação e investigação na área das tecnologias educativas, a experiência foi também enriquecedora visto que me permitiu contactar com um grupo de jovens e perceber qual a sua relação com as TIC, quais as suas atitudes, comportamentos e competências no uso das tecnologias, em que contextos as utilizam, com que objectivos.</p>
<div class="miContainer">
<img class="si" width="442" height="295" title="Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa (FPCE-UL)" alt="Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa (FPCE-UL)" src="/img/artigos/entrevista-joana-viana-2/aulaFPCE.jpg"/>
</div>
<h2>O que te vês a fazer daqui a 5 anos? </h2>
<p>Pergunta difícil…!</p>
<p>Apesar de ter alguns projectos pessoais e profissionais a médio e longo prazo (ou talvez sejam ambições), ao longo do meu percurso de vida, nas várias “frentes” nunca fui de planear a esse nível. Deixei que os acontecimentos se desenrolassem e que as oportunidades surgissem. </p>
<p>Contudo, tenho consciência que o empenho, a motivação e a vontade com que fui intervindo, crescendo e interagindo contribuiu para as metas que fui alcançando e o que consegui até hoje. Como diria Josso, “o que sou hoje é condicionado pelo que fui ontem e pelo que serei amanhã”.</p>
<p>Daqui a 5 anos espero continuar a intervir no domínio das Ciências da Educação, a formar e a formar-me, a educar e a ser educada… neste processo contínuo! </p>
<p>Quem sabe preparar-me para um doutoramento?! Evoluir nalguns dos projectos actuais… </p>
<p>Gostava de intervir noutras áreas das Ciências da Educação, que não apenas as Tecnologias Educativas. O que de certa forma vou conciliando nos meus projectos actuais: desenvolvimento curricular, educação não formal, relação escola-comunidade…</p>
<p>Não me imagino apenas com uma actividade profissional! Mas tudo pode mudar.</p>
<p>Gostaria de desenvolver e implementar um projecto de um “centro educativo”, ou seja, um espaço com articulação de vários níveis e processos de ensino e educação: desde a educação pré-escolar, actividades de tempos livres, dinamização de projectos com diversas escolas, em diversas áreas; até à animação sociocultural e desenvolvimento comunitário; para crianças, jovens e adultos! </p>
<h2>Como é que vês a escola do futuro?   </h2>
<p>Haverá escola no futuro como a conhecemos hoje?! Tenho dúvidas…</p>
<p>Estou certa de que continuará a existir educação, formação, a vários níveis, … No entanto, a escola-instituição como a conhecemos actualmente não mudou desde que começou… Ou continua assim, ou se existirem mudanças, provavelmente deixará de se chamar escola!</p>
<p>Aprender através de outras fontes, de outros recursos, de outras ferramentas, de outras estratégias?! Talvez seja possível com a evolução das tecnologias, da investigação, da ciência, das sociedades, das práticas, das atitudes, … </p>
<h2>Para terminar, indica-nos um livro, um disco e um filme que te tenham marcado.  </h2>
<ul>
<li>Filme – Into the wild</li>
<li>Livro &#8211; Ensaios sobre educação, de João dos Santos; </li>
<li>Disco – um disco é muito difícil, mas elego os Pearl Jam e a Katie Melua como bandas sonoras que marcaram a minha vida…   </li>
</ul>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>[Entrevista] Joana Viana (1)</title>
		<link>http://guspim.net/2008/09/04/entrevista-joana-viana-1/</link>
		<comments>http://guspim.net/2008/09/04/entrevista-joana-viana-1/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 17:22:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
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		<category><![CDATA[UI&DCE]]></category>
		<category><![CDATA[Unidade de I&D de Ciências da Educação da Univer]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>A Joana Viana é uma das pessoas com quem tenho mais prazer em trabalhar. Tem aquele brilho nos olhos de quem tem paixão pelo que faz.</p>

<p class="mb05">Quando foi trabalhar para o GAEL rapidamente percebi que seria a companheira ideal para projectos de investigação, assim como admirei desde logo a sua capacidade de gestão e planeamento.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer"><img src="/img/artigos/entrevista-joana-viana-1/joanaviana.jpg" class="si" alt="Joana Viana" title="Joana Viana" height="150" width="150"></p>
<dl>
<dt>Joana Viana</dt>
<dd>Formadora, investigadora, gestora de conteúdos, &#8230;</dd>
</dl>
</div>
<p>A Joana Viana é uma das pessoas com quem tenho mais prazer em trabalhar. Tem aquele brilho nos olhos de quem tem paixão pelo que faz.   </p>
<p>Quando foi trabalhar para o GAEL rapidamente percebi que seria a companheira ideal para projectos de investigação, assim como admirei desde logo a sua capacidade de gestão e planeamento.</p>
<p>Apesar dos mais de dez anos que nos separam, é das pessoas que melhor lidou até hoje com a minha conhecida dureza no esgrimir de ideias, demonstrando sempre jogo de cintura para aceitar as críticas e retorquir com argumentos pertinentes.</p>
<p>Pelos conselhos que lhe dou, por vezes sinto-me como uma espécie de “mentor” dela, mas frequentemente os papéis invertem-se e sou eu quem bebe do seu conhecimento e experiência.</p>
<p>A sua contínua sede de novos saberes e a dinâmica que incute aos projectos em que se envolve constituem um excelente exemplo do que deve ser um profissional preparado para enfrentar os desafios da sociedade actual.     </p>
<div id="interview">
<h2>Quando descobriste a tua vocação profissional? </h2>
<p>Bem, a vocação profissional pode ser abordada de diversas formas… Mas se me centrar na vocação profissional no que toca às Ciências da Educação, domínio onde me insiro e, de facto, me sinto realizada, essa foi apenas descoberta na própria Licenciatura!  Eu explico… </p>
<p>As Ciências da Educação são uma área de intervenção profissional menos conhecida do que muitas outras actividades profissionais que podemos enunciar, mais tradicionais e reconhecidas. Eu, desde criança, desejava seguir Matemática. Era a minha área de eleição… </p>
<p>No entanto, lembro-me de estar a iniciar o 10º ano e começar a reflectir sobre o meu futuro. Do que conhecia achei que para seguir a área de Matemática provavelmente iria ser professora, mas eu não queria nem me imaginava a ser professora! Portanto, comecei a tentar perceber o que poderia “ser” ao nível profissional (o que não é uma tarefa nada fácil quando somos adolescentes…).</p>
<p>Considerei Psicologia uma área interessante e com a qual me identificava. Decidi que iria fazer a Licenciatura. </p>
<p>Durante as pesquisas para ingressar no ensino superior, descobri que nas mesmas Faculdades existia o curso de Ciências da Educação, com algumas disciplinas iguais nos dois cursos, especialmente no 1º ano. Pesquisei melhor sobre o curso de Ciências da Educação e sobre as respectivas saídas profissionais. Agradou-me, mas continuava a querer Psicologia. </p>
<div class="siContainer"><a class="naked" href="http://www.fpce.ul.pt"><img src="/img/artigos/entrevista-joana-viana-1/fpcelogo.gif" class="si" alt="Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa (FPCE-UL)" title="Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa (FPCE-UL)"  width="200" height="144" / >  </a> </div>
<p>No concurso nacional de acesso ao ensino superior optei por colocar Ciências da Educação na 2ª opção, para a <a href="http://www.fpce.ul.pt">Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa (FPCE-UL)</a>. Não entrei na Licenciatura em Psicologia por duas décimas! </p>
<p>Desde as primeiras aulas de Ciências da Educação, os primeiros trabalhos, as primeiras leituras e o contacto directo com a área, o domínio de intervenção e as suas potencialidades fiquei rendida! </p>
<p>Percebi que estava muito enganada. Compreendi que o que eu sempre desejei foi Ciências da Educação e não Psicologia! Mas não sabia, nem podia saber, pois não conhecia&#8230;</p>
<p>Não me formei para ser professora, mas fiquei intrinsecamente ligada à Educação, ao Ensino, à Formação, a todo o tipo de actividades educativas e formativas… </p>
<h2>Fala-nos um pouco sobre o teu percurso académico e profissional.</h2>
<p>Até ao 9º ano de escolaridade posso dizer que fui a designada “boa aluna” (pelo menos em termos de resultados escolares): lembro-me que no 2º e 3º períodos tinha 5 a todas as disciplinas. </p>
<p>No ensino secundário, optei pela área “científico &#8211; natural” e fui uma aluna “média”. Tive a minha primeira negativa, na prova global de inglês! Fiquei com alguma aversão ao inglês (o que ainda hoje é notório…) e as Professoras que tive não ajudaram a melhorar “essa relação”.</p>
<p>Durante a Licenciatura envolvi-me no curso, naquilo que fazia em cada disciplina! Tive consciência da importância de estar atenta ao contributo de cada área disciplinar para aquilo que poderia vir a fazer em termos práticos, ao nível profissional. </p>
<p>Poucas foram as disciplinas que considero terem sido desnecessárias&#8230; Vários foram os Professores, os pensamentos e as leituras que me marcaram durante esse percurso!</p>
<p>No 2º semestre do 3º ano tinha de escolher uma área de especialização do curso, sobre a qual tinha 2 ou 3 disciplinas específicas em cada um dos semestres seguintes. Eu desejava a área de Desenvolvimento Curricular, pois incluía as Tecnologias Educativas – a minha área de eleição para intervir. Nenhum colega iria escolher essa área, e perante este cenário não queria ser a única aluna… Optei por Formação de Adultos. </p>
<p>Não me arrependo, pois adquiri imensos conhecimentos, desenvolvi competências e realizei aprendizagens essenciais para a minha intervenção profissional, mesmo na área das tecnologias educativas.</p>
<p>O último ano da licenciatura consistia em desenvolver um estágio curricular. Durante o 4º ano, o <a href="http://gael.ist.utl.pt/">Gabinete de Apoio à Produção de Conteúdos Multimédia e e-Learning (GAEL)</a>, no <a href="http://www.ist.utl.pt/">Instituto Superior Técnico</a>, nomeadamente o Projecto <a href="http://www.e-escola.pt">e-escola</a>, apresentou-se como um potencial contexto para o desenvolvimento do estágio. No entanto, e como sou de Leiria, pensei que poderia tentar conciliar dois estágios, e nesse sentido, enviei a proposta para quatro Instituições em Leiria. </p>
<p>Na <a href="http://www.esel.ipleiria.pt/">Escola Superior de Educação – Instituto Politécnico de Leiria (ESE-IPL)</a> deram-me a possibilidade de apresentar uma proposta, que envolvesse adultos seniores (ou adultos maiores, como se começam a designar!) e as TIC (após articulação entre o meu currículo e os objectivos da <acronym title="Escola Superior de Educação – Instituto Politécnico de Leiria">ESE-IPL</acronym>). </p>
<div class="siContainer"><a class="naked" href="http://blogs.esel.ipleiria.pt/teclar/projecto/"><img src="/img/artigos/entrevista-joana-viana-1/logoTeclar.gif" class="si" alt="Projecto Teclar, Ensinar e Aprender entre Gerações com Tecnologias" title="Projecto Teclar, Ensinar e Aprender entre Gerações com Tecnologias" height="163" width="200" /> </a>  </div>
<p>Apresentei a proposta para o desenvolvimento do <a href="http://blogs.esel.ipleiria.pt/60mais/category/projecto-teclar/">Projecto Teclar, Ensinar e Aprender entre Gerações com Tecnologias</a>, que foi aceite. </p>
<p>Desenvolvi os dois estágios, em Leiria e em Lisboa, entre Outubro de 2005 e Junho de 2006: coordenação e formação no Projecto Teclar e gestão educativa de conteúdos no Projecto e-escola. No final dos dois estágios tive a possibilidade de continuar a articular as duas actividades profissionais, onde continuo neste momento!	</p>
<p>Durante a licenciatura colaborei e participei nalgumas iniciativas ligadas ao uso das tecnologias na educação, ao “serviço do ensino e da aprendizagem” (frase muito utilizada pelo Professor Fernando Costa, com quem comecei a colaborar e a desenvolver o meu percurso profissional! Obrigado especial!):</p>
<ul>
<li>Curso de Verão &#8211; Desenho de Projectos de e-learning, em 2004 e em 2005, na  <acronym title="Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa">FPCE-UL</acronym> e no <a href"http://64.131.66.67/~cnededu/index.php?domain_name=www"><acronym title="Centro Naval de Ensino a Distância">CNED</acronym></a> </li>
<li> Projectos de investigação e formação na área das Tecnologias Educativas e do Desenvolvimento Curricular </li>
<li>Desenvolvimento do CD-ROM sobre a <acronym title="Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa">FPCE-UL</acronym>, os cursos e as saídas profissionais, para divulgação junto de alunos do ensino secundário (especialmente no Fórum Estudante – FIL)</li>
<li>Colaborei também na organização do Colóquio da <acronym title="  Association Francophone Internationale de Recherche Scientifique en Education">AFIRSE</acronym> , nos anos 2005 e 2006, (que se realiza todos os anos na <acronym title="Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa">FPCE-UL</acronym> com temáticas diferentes).  </li>
</ul>
<p>Desde 2006, colaboro no Projecto eNote da <acronym title="Unidade de I&#038;D de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa">UI&#038;DCE</acronym>, coordenado pelo Professor Fernando Costa. </p>
<p>No ano lectivo 2007/2008, colaborei na disciplina de Tecnologias Educativas I e II, especialmente nas aulas práticas, dos alunos do 1º e 2º anos da Licenciatura em Ciências da Educação da <acronym title="Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa">FPCE-UL</acronym>.</p>
<p>Desde Fevereiro deste ano colaboro no <a href="http://www.60mais.ipleiria.pt/">Projecto IPL 60+ </a> dinamizado pelo <a href="http://www.ipleiria.pt/">Instituto Politécnico de Leiria (IPL)</a> e dirigido a adultos com mais de 60 anos, numa perspectiva de formação ao longo da vida.</p>
<p>Com base no estudo que realizei contigo sobre a experiência de utilização do portal e-escola durante o ano de 2006, fomos convidados a escrever um artigo (“Investigação centrada no utilizador em projectos Web de natureza educativa. Experiência de utilização do portal e-escola”) para o livro <a href="http://www.portoeditora.pt/ficha.asp?ID=34080">As TIC na Educação em Portugal</a>, editado pela Porto Editora, em Abril de 2008. </p>
<p>Actualmente estou também a desenvolver o Mestrado em Ciências da Educação – Área de Especialização em Tecnologias Educativas, na <acronym title="Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa">FPCE-UL</acronym>.</p>
<h2>Quais são os teus principais projectos actuais? </h2>
<ul>
<li>Desenvolvo o Projecto Teclar em Leiria (na <acronym title="Escola Superior de Educação – Instituto Politécnico de Leiria">ESE-IPL</acronym>) </li>
<li>Faço gestão educativa de conteúdos no <acronym title="Gabinete de Apoio à Produção de Conteúdos Multimédia e e-Learning do Instituto Superior Técnico">GAEL-IST</acronym> </li>
<li>Desenvolvo o meu projecto de mestrado, em Ciências da Educação, na área de Tecnologias Educativas</li>
<li>Colaboro no Programa IPL 60+ desenvolvido pelo <acronym title="Instituto Politécnico de Leiria">IPL</acronym> </li>
</ul></div>
<p> Numa <a href="/2008/10/02/entrevista-joana-viana-2/">segunda parte desta entrevista</a>, a publicar brevemente, a Joana falar-nos-á em maior profundidade de alguns dos seus projectos, assim como fará um pouco de &#8220;futurologia&#8221; ;-).</p>
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		<title>Entrevistas</title>
		<link>http://guspim.net/2008/08/28/entrevistas/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 18:03:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[historias]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Não são raras as vezes em que sinto vontade de partilhar convosco “histórias” de algumas das pessoas que constituem a vasta e heterogénea “rede social” que fui construindo ao longo do tempo.</p>

<p class="mb05">Mas como transmitir essas “histórias”? Penso que nada melhor do que serem os próprios protagonistas a narrarem as suas vivências na primeira pessoa, limitando-me eu à condução das entrevistas.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer"><img class="si" title="Micro" alt="Micro" src="/img/artigos/entrevistas/micro.jpg" height="290" width="200"></a></div>
<p>Não são raras as vezes em que sinto vontade de partilhar convosco “histórias” de algumas das pessoas que constituem a vasta e heterogénea “rede social” que fui construindo ao longo do tempo.</p>
<p>Mas como transmitir essas “histórias”? Penso que nada melhor do que serem os próprios protagonistas a narrarem as suas vivências na primeira pessoa, limitando-me eu à condução das entrevistas.</p>
<p>Algumas entrevistas serão autênticas histórias de vida, outras centrar-se-ão apenas num único projecto ou acontecimento.</p>
<p>Brevemente publicarei a primeira entrevista; mas por agora não levanto mais o véu para aguçar a vossa curiosidade…</p>
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