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	<title>guspim.net &#187; Mundo da Vida</title>
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		<title>[Livro] Outliers: The Story of Success</title>
		<link>http://guspim.net/2009/08/10/livro-outliers-the-story-of-success/</link>
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		<pubDate>Mon, 10 Aug 2009 13:40:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo da Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O último livro de Malcolm Gladwell, autor de <a href="http://astore.amazon.co.uk/guspimnet-21/detail/0349113467">Tipping Point</a> e <a href="http://astore.amazon.co.uk/guspimnet-21/detail/0141014598">Blink</a>, foi-me <a href="http://guspim.net/2009/06/12/as-angustias-de-um-leitor-renegado/">narrado</a> pelo próprio já um pouco tarde face à data de publicação. Depois de algum entusiasmo inicial, rapidamente concluí que provavelmente nunca lhe devia ter pegado...</p>

<p class="mb05">Não me entendam mal, o seu enorme carisma e facilidade em traduzir fenómenos complexos para a linguagem do senso comum continuam bem vivos e estimulantes. O problema reside nos processos questionáveis como consegue esse feito.</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer">
<a href="http://astore.amazon.co.uk/guspimnet-21/detail/0141036257" class="naked"><img class="si" width="200" height="302" title="Outliers" alt="Outliers" src="/img/artigos/livro-outliers-the-story-of-success/outliers.jpg"/></a>    </a>
</div>
<blockquote><p>“Outliers are those who have been given opportunities — and who have had the strength and presence of mind to seize them.”  </p>
<p class="source">Malcolm Gladwell</p>
</blockquote>
<p>O último livro de Malcolm Gladwell, autor de <a href="http://astore.amazon.co.uk/guspimnet-21/detail/0349113467">Tipping Point</a> e <a href="http://astore.amazon.co.uk/guspimnet-21/detail/0141014598">Blink</a>, foi-me <a href="http://guspim.net/2009/06/12/as-angustias-de-um-leitor-renegado/">narrado</a> pelo próprio já um pouco tarde face à data de publicação. Depois de algum entusiasmo inicial, rapidamente concluí que provavelmente nunca lhe devia ter pegado&#8230;</p>
<p>Não me entendam mal, o seu enorme carisma e facilidade em traduzir fenómenos complexos para a linguagem do senso comum continuam bem vivos e estimulantes. O problema reside nos processos questionáveis como consegue esse feito.</p>
<p>Antes de começar a “bater”, vejamos o que é defendido nesta obra: <span class="mark">o sucesso não advém de um dom inato, mas sim de um conjunto de oportunidades (ano e local de nascimento, família, etnia, …) e da “força de espírito” para as aproveitar. Mais: o autor defende que qualquer <em>outlier</em> teve que trabalhar pelo menos 10000 horas até atingir esse estatuto</span>.</p>
<p>O vídeo humorístico que se segue sintetiza esta tese. Vejam-no que já voltamos à vaca fria.  </p>
<p><embed src="http://blip.tv/play/AfqcduMr" type="application/x-shockwave-flash" width="640" height="390" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed><p>Onde é que eu assino por baixo? Não podia estar mais de acordo, mas qual é a novidade?  </p>
<p>Ao longo de todo o livro o autor afirma que a generalidade das pessoas vê o sucesso como fruto de um dom inato?! Ou seja, até ele nos vir iluminar a todos, a maioria de nós pensava que só tinham sucesso aqueles que tinham sido tocados por uma espécie de toque divino?! </p>
<p>Estamos perante um exemplo da falácia do <em>straw man</em>… Ou seja, interpretar erroneamente os argumentos do nosso opositor para logo a seguir o criticar. </p>
<p>Acredito que ainda haja uma percentagem significativa de pessoas que pensem que o sucesso advém de algo inexplicável, que “nasce connosco”. Mas daí a ser a visão dominante… </p>
<p>Críticas à parte, o livro apresenta-nos alguns excelentes exemplos de que a crença num dom inato não faz sentido, mesmo na história daqueles que aprendemos a considerar especialmente dotados. Vejam por exemplo o caso dos Beatles:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=9,0,0,0" width="649" height="422" ><param name="flashvars" value="webhost=fora.tv&#038;clipid=8882&#038;cliptype=highlight" /><param name="allowScriptAccess" value="always"  /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="movie" value="http://fora.tv/embedded_player" /><embed flashvars="webhost=fora.tv&#038;clipid=8882&#038;cliptype=highlight" src="http://fora.tv/embedded_player" width="649" height="422" allowScriptAccess="always" allowFullScreen="true" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer"></embed></object>    </p>
<p>Mas não à bela sem senão… Não são raros os casos em que o autor se contenta com explicações simplistas que fazem as minhas “raízes de sociólogo” retraírem-se em sinal de protesto. </p>
<h2>Conclusão</h2>
<p>Mesmo com as fragilidades que apontei, Outliers é um livro agradável de ler, sobretudo na <em>silly seasson</em> onde a tolerância a alguns devaneios e imprecisões é maior… Poderia ser um excelente livro se cumprisse duas condições:  </p>
<ol>
<li>Fosse mais rigoroso e exigente na sustentação das afirmações.</li>
<li>Não construísse um uma ideia falsa de como o senso comum vê a explicação do sucesso.    </li>
</ol>
<p>Recomendo a leitura? Não. Prefiro que vejam antes a <a href="http://www.charlierose.com/view/interview/9855 ">entrevista</a> que o Malcolm Gladwell deu ao Charlie Rose e depois decidam por vocês próprios. </p>
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		<item>
		<title>O que é que o Fernando Pessoa nos pode ensinar sobre empreendedorismo?</title>
		<link>http://guspim.net/2009/06/23/o-que-e-que-o-fernando-pessoa-nos-pode-ensinar-sobre-empreendedorismo/</link>
		<comments>http://guspim.net/2009/06/23/o-que-e-que-o-fernando-pessoa-nos-pode-ensinar-sobre-empreendedorismo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 13:03:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Projectos]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Pessoa]]></category>
		<category><![CDATA[IST]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[survs]]></category>
		<category><![CDATA[Técnico]]></category>

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		<description><![CDATA[<p >Quem já passou pela experiência de lançar uma <em>startup</em> com parcos recursos, sabe que é uma dualidade constante entre momentos de puro gozo, em que transpiramos auto-confiança, e outros em que a pergunta "será possível?" nos martela a cabeça num loop interminável. </p>    

<p class="mb05">Num projecto de cariz diferente, em que estive envolvido recentemente (o novo <a href="http://www.ist.utl.pt">web site do IST</a>), recebemos uma crítica menos positiva que originou uma intensa troca de emails carregados de referências poéticas. Sim, os engenheiros também sentem :-).</p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer">
<img class="si" width="200" height="309" title="Fernando Pessoa" alt="Fernando Pessoa" src="/img/artigos/o-que-e-que-o-fernando-pessoa-nos-pode-ensinar-sobre-empreendedorismo/pessoa.jpg"/>    </a>
</div>
<p>Quem já passou pela experiência de lançar uma <em>startup</em> com parcos recursos, sabe que é uma dualidade constante entre momentos de puro gozo, em que transpiramos auto-confiança, e outros em que a pergunta &#8220;será possível?&#8221; nos martela a cabeça num loop interminável. </p>
<p>Num projecto de cariz diferente, em que estive envolvido recentemente (o novo <a href="http://www.ist.utl.pt">web site do IST</a>), recebemos uma crítica menos positiva que originou uma intensa troca de emails carregados de referências poéticas. Sim, os engenheiros também sentem :-).</p>
<p>Deixou-vos aqui um dos poemas citados, “A Maior Empresa do Mundo”, de Fernando Pessoa, para lerem nas alturas em que os índices de confiança estiverem mais baixos ;-).  </p>
<div id="interview">
<p>Posso ter defeitos, viver ansioso<br /> e ficar irritado algumas vezes,<br /> mas não me esqueço de que a minha vida  <br />é a maior empresa do mundo,<br />  e que posso evitar que ela vá á falência.</p>
<p>Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver<br /> apesar de todos os desafios,<br /> incompreensões e períodos de crise. </p>
<p> Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas <br />  e tornar-se num autor da própria história.</p>
<p>	É atravessar desertos fora de si,<br /> mas ser capaz de encontrar um oásis<br />  no recôndito da sua alma.<br /> É agradecer a Deus a cada manhã <br />pelo milagre da vida. </p>
<p>Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.<br /> É saber falar de si mesmo.<br /> É ter coragem para ouvir um não.<br /> É ter segurança para receber uma critica,<br /> mesmo que injusta.</p>
<p> Pedras no caminho?<br /> Guardo-as todas,<br />  um dia vou construir um castelo&#8230;</p>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>As Angústias de um Leitor Renegado</title>
		<link>http://guspim.net/2009/06/12/as-angustias-de-um-leitor-renegado/</link>
		<comments>http://guspim.net/2009/06/12/as-angustias-de-um-leitor-renegado/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2009 12:52:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[audiobooks]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>

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		<description><![CDATA[<p><span class="mark">Há já algum tempo que não leio</span>. Livros entenda-se. O cansaço dos olhos após intermináveis horas à frente do ecrã do computador, e um ombro calcificado, levaram-me a optar pelos <em>audiobooks</em>. </p>

<p class="mb05">As minhas leituras são agora exercícios de preguiça enquanto alguém me vai narrando os livros que escolho ouvir. Infelizmente, <span class="mark">nem tudo são rosas</span>…</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer">
<a class="naked broken_link" href="http://www.flickr.com/photos/itopic/3581708668/"><img class="si" width="200" height="277" title="Fotografia de iTopic" alt="Fotografia de iTopic" src="/img/artigos/as-angustias-de-um-leitor-renegado/ipod.jpg"/>    </a>
</div>
<p><span class="mark">Há já algum tempo que não leio</span>. Livros entenda-se. O cansaço dos olhos após intermináveis horas à frente do ecrã do computador, e um ombro calcificado, levaram-me a optar pelos <em>audiobooks</em>. </p>
<p>As minhas leituras são agora exercícios de preguiça enquanto alguém me vai narrando os livros que escolho ouvir. Infelizmente, <span class="mark">nem tudo são rosas</span>…</p>
<p><span class="mark">Um dos espinhos é a dificuldade em “reler” partes que ficaram para trás quando quero recordar algo</span>. Apesar de existirem marcadores de capítulos, acabo sempre por andar para a frente e para trás vezes sem conta até acertar no sítio certo. Mas esse é o menor dos males…</p>
<p><span class="mark">O que me perturba mesmo são as vozes monocórdicas!</span> Pelo menos quando a intenção é ouvir o livro; porque para adormecer não há melhor remédio. E porque é que escolhem vozes destas? Porque ter um autor a narrar a sua própria obra vende mais. É a unica explicação que consigo encontrar…</p>
<div class="miContainer">
<a class="naked" href="http://www.flickr.com/photos/ann-d/2200169129/"><img class="mi" width="465" height="367" title="Imagem de Ann-D" alt="Fotografia de Ann-D" src="/img/artigos/as-angustias-de-um-leitor-renegado/fall-asleep.jpg"/>    </a></p>
</div>
<p>Sei o que estão a pensar: é um privilégio ter o próprio autor a dizer-nos ao ouvido o que escreveu. Quem melhor que o criador de uma obra para lhe conferir e entoação certa? Acontece que o mundo não é perfeito; há <a href="http://www.audible.com/adbl/site/products/ProductDetail.jsp?BV_SessionID=@@@@1041611952.1244734860@@@@&#038;BV_EngineID=cccgadehhkdgfhfcefecekjdffidfjf.0&#038;productID=BK_COVE_000013">casos gritantes</a> em que só me apetece pôr uma mordaça na boca do tipo que decidiu lançar uma <em>fatwa</em> aos meus ouvidos!</p>
<p>Vejam bem: <span class="mark">deixei de ler para poupar os olhos e eis que sou acossado por vozes que me fustigam o cérebro com o seu poder inebriante</span>. Porca miséria!</p>
<p>Remato este desabafo com o conselho que já devem imaginar: <span class="mark">nunca, mas mesmo nunca, comprem um <em>audiobook</em> sem ouvirem um excerto antes</span>. Mais: se tiverem o mais pequeno sinal de que a voz não é a ideal não comprem. Caso contrário, ainda acabam como eu a escrever interessantíssimos artigos sobre vozes monocórdicas ;-).  </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>[Notas Soltas] Edição do Regresso</title>
		<link>http://guspim.net/2009/04/21/notas-soltas-edicao-do-regresso/</link>
		<comments>http://guspim.net/2009/04/21/notas-soltas-edicao-do-regresso/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 14:13:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[notas soltas]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Antes de mais uma confissão: sou provavelmente o pior estratega de branding pessoal à face da terra. Acreditam que só hoje é que reparei que não escrevo aqui há mais de dois meses? Dois meses?!   </p>

<p class="mb05">Qualquer “cartilha do blogger” recomenda vários posts por semana (senão por dia), e eu remeto-me a um silêncio sepulcral de dois meses?! Shame on me.     </p>
                                                                            ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer">
 <img class="si" width="200" height="299" title="Fotografia de dslwc" alt="Fotografia de dslwc" src="/img/artigos/notas-soltas-edicao-do-regresso/TheReturn.jpg"/></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/dslwc/1565544610//">Fotografia de dslwc</a></p>
</div>
<p>Antes de mais uma confissão: sou provavelmente o pior estratega de branding pessoal à face da terra. Acreditam que só hoje é que reparei que não escrevo aqui há mais de dois meses? Dois meses?!   </p>
<p>Qualquer “cartilha do blogger” recomenda vários posts por semana (senão por dia), e eu remeto-me a um silêncio sepulcral de dois meses?! Shame on me.     </p>
<p>Justificações? Sim, algumas: para além da habitual profissão de fé em torno do <a href="http://www.survs.com">projecto</a> que vocês sabem, tenho andado numa luta sem fim para ultrapassar uma maleita que me acompanha desde o ano passado apelidada de calcificação do ombro. Soa agressivo, não soa? É.                                     </p>
<p>A dedicação ao Survs continuará em pleno, mas felizmente, após dois “passadores de receitas” e um médico digno do nome, começo a saber o que é viver sem uma dor constante. E estou a gostar. </p>
<p>Curiosamente, este espaço tem vindo a aumentar o número de visitas de dia para dia. Será que me estão a mandar uma mensagem do tipo: “promete que te calas que nós damos-te atenção”? </p>
<p>Terei que fazer orelhas moucas a esse recado porque a escrita é algo que me atormenta se não a deixo sair. </p>
<h2>Post scriptum</h2>
<p>Alguém já se lembrou de fazer uma rede social que permita classificar e comentar a prestação dos médicos? Há algum constrangimento legal? É que me ocorreriam algumas coisas para dizer neste momento….  </p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>[Entrevista] Rodrigo Serra</title>
		<link>http://guspim.net/2009/02/18/entrevista-rodrigo-serra/</link>
		<comments>http://guspim.net/2009/02/18/entrevista-rodrigo-serra/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Feb 2009 23:24:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[paixão]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo Serra]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O Rodrigo é um amigo de longa data com uma paixão incomensurável pelo que faz. Devem ser raras as pessoas que aos 7 anos de idade já sabem o que querem ser quando forem grandes. Ele não só traçou desde logo o seu destino como nunca desistiu apesar dos inúmeros moinhos de vento que lhe apareceram no caminho.</p>

<p class="mb05">É também um tipo que dá significado à palavra <em>coolness</em>. Eu costumo dizer que ele se sente tão à vontade numa festa de debutantes como no meio do Botswana a anestesiar um leão de 300 quilos. Está-lhe no sangue. </p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer">
<img class="si" width="150" height="150" src="/img/artigos/entrevista-rodrigo-serra/rodas.jpg" alt="Rodrigo Serra" title="Rodrigo Serra"/></p>
<dl>
<dt>Rodrigo Serra</dt>
<dd>Veterinário</dd>
</dl>
</div>
<p>O Rodrigo é um amigo de longa data com uma paixão incomensurável pelo que faz. Devem ser raras as pessoas que aos 7 anos de idade já sabem o que querem ser quando forem grandes. Ele não só traçou desde logo o seu destino como nunca desistiu apesar dos inúmeros moinhos de vento que lhe apareceram no caminho.</p>
<p>É também um tipo que dá significado à palavra <em>coolness</em>. Eu costumo dizer que ele se sente tão à vontade numa festa de debutantes como no meio do Botswana a anestesiar um leão de 300 quilos. Está-lhe no sangue. </p>
<p>Espero que a entrevista com este <em>globetrotter</em> sirva para demonstrar aos mais cépticos que o sonho realmente comanda a vida. É só preciso dar um passo de cada vez.  </p>
<div id="interview">
<h2>Quando descobriste a tua vocação profissional?  </h2>
<p>Acho que descobri primeiro o que queria fazer &#8211; aos 7 anos &#8211; do que propriamente a minha vocação profissional. Descobri que queria &#8220;tratar&#8221; do lince-ibérico, uma vez que na altura  estava em marcha a campanha &#8220;Salvemos o lince-ibérico e a Serra da Malcata&#8221; da Liga para a Protecção da Natureza.</p>
<p>
<div class="miContainer">
<img class="si" width="465" height="312" src="/img/artigos/entrevista-rodrigo-serra/lince.jpg" alt="Lince Ibérico" title="Lince Ibérico"/></p>
</div>
<p> Tratar, para mim que tinha 7 anos e uma mãe médica, queria dizer tratar-lhes da saúde, ainda que propriamente dita e não tratar-lhes da saúde como tratámos, levando o lince-ibérico à pré-extinção em Portugal.</p>
<p> Andei sempre pelas áreas científicas até à medicina veterinária, e daí passei para a especialização em medicina da conservação, já lá vão 8 anos.  </p>
<h2>Fala-nos um pouco do teu percurso profissional&#8230;    </h2>
<div class="siContainer">
<img class="si" width="200" height="301" src="/img/artigos/entrevista-rodrigo-serra/anestesia.jpg" alt="Rodrigo Serra" title="Rodrigo Serra"/></p>
</div>
<p>Comecei por trabalhar para arranjar uns cobres extras para as saídas e outros gastos, enquanto tirava o curso de medicina veterinária em Lisboa. Isto num atelier de decoração de interiores, onde aprendi de tudo &#8211; fui paquete, controlei contas de clientes, ajudei a pendurar quadros e cortinas, atendi telefones, tirei cafés, fiz arquivo, etc &#8211; experiência esta que ainda hoje me serve e de muito.</p>
<p>Ao acabar o curso, comecei por fazer estágio profissional em Portugal, numa clínica de animais de companhia, após o que me lancei para Barcelona, pago pelo programa Leonardo da Vinci, para trabalhar num hospital de referência para espécies de animais de companhia e animais &#8220;exóticos&#8221;.</p>
<p>Já fui para Barcelona com intuito de me formar intensivamente (num hospital há muito trabalho, muito mais que numa clínica normal) para poder aceder ao mestrado que queria fazer em Londres &#8211; medicina de animais selvagens &#8211; logo no ano seguinte a formar-me como veterinário. E assim foi. </p>
<p>Passei 2000-01 no <a href="http://www.zsl.org/zsl-london-zoo/">Zoo de Londres</a> e no <a href="http://www.rvc.ac.uk/">Royal Veterinary College</a>, num mestrado organizado por este e pelo <a href="http://www.zoo.cam.ac.uk/ioz/">Institute of Zoology</a>, a casa de Charles Darwin. Fiz tese sobre chitas (eu e os gatos) e terminei o mestrado já com convite para trabalhar para o Okavango Lion Research Project, no Botswana.</p>
<p>Enquanto fazia mestrado trabalhei também num hospital veterinário em Londres, para ganhar a vida e experiência. A partir de 2002, dediquei alguns meses por ano a investigar o estado de saúde de leões do delta do Okavango, entre o Botswana (onde anestesiava leões e colhia amostras biológicas &#8211; sangue, etc.) e laboratórios europeus (Zurique e Glasgow, onde entregava e processava amostras), até 2008. </p>
<div class="miContainer">
<img class="si" width="465" height="312" src="/img/artigos/entrevista-rodrigo-serra/leao.jpg" alt="Leão" title="Leão"/></p>
</div>
<p>Entretanto, comecei a trabalhar para a Reserva Natural da Serra da Malcata em finais de 2003. A ideia era ajudar a desenvolver um plano de conservação /ex situ/, ou seja, de reprodução em cativeiro e tudo o que lhe está associado. Entrei no programa Espanhol, então a dar os primeiros passos, e acompanhei como assessor todo o processo do seu desenvolvimento.</p>
<p>Paralelamente, apliquei esse desenvolvimento a Portugal e assim nasce o programa de conservação /ex situ/ português, em meados de 2005. Ajudei a desenvolver e a aplicar o projecto do Centro Nacional de Reprodução de Lince Ibérico, cuja construção (prestes a terminar) acompanho como consultor das Águas do Algarve. Espero poder participar também quando chegarem os linces, daqui a dois, três meses&#8230;</p>
<h2>Em que projectos estás envolvido actualmente?  </h2>
<div class="siContainer">
<a class="naked" href="http://internationalgipsy.blogspot.com/2008/07/ufdates-sim-uf-dates.html"><br />
<img class="si" width="200" height="124" src="/img/artigos/ivi-wildlifemedia/iviwildlifemedia.gif" alt="I.V.I." title="I.V.I."/><br />
</a>
</div</p>
<p>Além do que já contei acima, estou também a fazer uma tese de doutorado no Clinical Lab, da Universidade de Zurique, em epidemiologia de felinos &#8211; estudo populações de felinos, selvagens e de cativeiro, procurando saber com que doenças estão infectados ou com que doenças tiveram contacto. Implica além do Botswana, trabalho com o <a href="http://www.breedingcentresharjah.com/">Breeding Centre for Endangered Arabian Wildlife</a>, que reproduz leopardos árabes, chitas, gatos do deserto, caracais e gatos de gordon.       </p>
<p>Estou também muito dedicado a desenvolver a minha empresa (IVI &#8211; Investigação Veterinária Independente), sob a qual desenvolvo todos estes trabalhos e ainda uma unidade de media, que faz desde &#8220;sites&#8221; de internet até documentários, tudo aplicado à conservação da natureza.</p>
<h2>Quando é que vamos ter linces ibéricos em terras lusas?  </h2>
<p>Em princípio, poderemos esperar ter linces entre Maio e Setembro deste ano.        </p>
<h2>O que te vês a fazer daqui a 5 anos? </h2>
<p>Vejo-me a avaliar o desempenho do centro do lince, e a avaliar a minha vida profissional, pessoal, ambições e hipóteses de futuro&#8230;  </p>
<h2>Para terminar, indica-nos um livro, um disco e um filme que te tenham marcado&#8230;        </h2>
<p>Essa, amigo, é muito difícil. UM livro?? UM disco?? UM filme???. Não dá. Livros: A Origens das Espécies (Charles Darwin), O Polegar do Panda (Stephen Jay Gould), No Logo (Naomi Campbel), Freakonomics (Stephen Dubner e Steven Levitt), Out of Control (Kevin Kelly), Leviathan (Paul Auster), American Psycho (Bret Easton Ellis), The Secret Life of Bees (Sue Monk Kidd), e muitos outros que me vão irritar por não me ter lembrado deles.</p>
<p>Disco: aqui é mais fácil, mas MUITO injusto. Enfim, para simplificar, An American Prayer, Jim Morrison and The Doors</p>
<p>Filme: Wild at Heart (David Lynch), Barton Fink (Irmãos Cohen), Naked Lunch (David Cronenberg). 2001 Odisseia no Espaço (Stanley Kubric),  Life of Brian (Monty Python). E mais, claro, mas pronto.          </p>
</p></div>
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		<title>O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo</title>
		<link>http://guspim.net/2009/02/10/o-melhor-bolo-de-chocolate-do-mundo/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2009 16:52:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[gastronomia]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Quando era miúdo dizia a toda a gente que tinha o melhor pai do mundo (e tenho). Talvez por isso goste em particular do carácter categórico da afirmação “o melhor do mundo”. Não deixa dúvidas.     </p>

<p class="mb05">Agora imaginem que a essa expressão, que por si só nos transporta para o mundo idílico da infância, adicionam “bolo de chocolate”. Vejam bem: não é “um bom bolo de chocolate”; nem “um dos melhores bolos de chocolate”: é <a href="http://www.omelhorbolodechocolatedomundo.com/">O MELHOR BOLO DE CHOCOLATE DO MUNDO</a>!</p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer">
<a href="http://www.omelhorbolodechocolatedomundo.com/" class="naked broken_link"><img class="si" width="200" height="145" title="O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo " alt="O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo" src="/img/artigos/o-melhor-bolo-de-chocolate-do-mundo/omelhorbolodechocolatedomundo.gif"/></a>
</div>
<p>Quando era miúdo dizia a toda a gente que tinha o melhor pai do mundo (e tenho). Talvez por isso goste em particular do carácter categórico da afirmação “o melhor do mundo”. Não deixa dúvidas.     </p>
<p>Agora imaginem que a essa expressão, que por si só nos transporta para o mundo idílico da infância, adicionam “bolo de chocolate”. Vejam bem: não é “um bom bolo de chocolate”; nem “um dos melhores bolos de chocolate”: é <a href="http://www.omelhorbolodechocolatedomundo.com/" class="broken_link">O MELHOR BOLO DE CHOCOLATE DO MUNDO</a>!</p>
<p>Tive a sorte do melhor-bolo-de-chocolate-do-mundo (parece que as palavras foram feitas para estar juntas…) ter vindo ter comigo por vontade própria. Bem, teve a ajuda da melhor irmã do mundo, que o tornou convidado habitual dos nossos repastos. </p>
<p>Com grande pesar meu, é impossível traduzir por palavras as sensações que a degustação de tão sublime iguaria provoca. Vão ter mesmo que ser vocês a submeter-se a tão penosa experiência ;-)</p>
<p>Ok, ok, imagino que já só querem saber as coordenadas para fazerem “a prova dos nove”. É simples, é no número 99 da Rua Coelho da Rocha, bem pertinho do Mercado de Campo de Ourique.</p>
<p>Para terminar, quero desde já iniciar uma petição para que o melhor bolo de chocolate do mundo seja declarado urgentemente património nacional!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>12 Dicas para Dormir uma Power Nap</title>
		<link>http://guspim.net/2009/01/15/12-dicas-para-dormir-uma-power-nap/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Jan 2009 11:25:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[dormir]]></category>
		<category><![CDATA[insónias]]></category>
		<category><![CDATA[power naps]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[sesta]]></category>
		<category><![CDATA[sono]]></category>

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		<description><![CDATA[<p class="mb05">Já vos <a href="/2008/12/16/siesta-20/">falei</a> dos enormes benefícios das <em>power naps</em>, é chegada a altura de vos dar <span class="mark">algumas dicas práticas para conseguirem dormir uma destas “novas sestas”</span>. </p>    ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer">
<a href="http://www.flickr.com/photos/driki/294676273/" class="naked"><img class="si" width="200" height="300" title="Fotografia de driki" alt="Fotografia de driki" src="/img/artigos/12-dicas-para-dormir-uma-power-nap/driki.jpg"/> </a>
</div>
<p>Já vos <a href="/2008/12/16/siesta-20/">falei</a> dos enormes benefícios das <em>power naps</em>, é chegada a altura de vos dar <span class="mark">algumas dicas práticas para conseguirem dormir uma destas “novas sestas”</span>:  </p>
<ol>
<li>Evitem bebidas com cafeína e outros estimulantes nas horas precedentes.</li>
<li>Escolham um local onde se sintam confortáveis (tenham especial atenção à temperatura).</li>
<li>Tentem libertar a cabeça de todos os assuntos que vos preocupam. </li>
<li>Reduzam ao máximo as hipóteses de distracção (desligar telemóvel, avisar quem vos rodeia que não querem ser perturbados, etc.).</li>
<li>Se um ambiente de completa escuridão for importante para vocês (para mim é), usem uma “venda” que vede completamente a entrada de luz.</li>
<li>Posicionem-se de barriga para cima, pois assim é mais fácil descontraírem.</li>
<li>Ouçam música calma caso isso vos facilite o sono, de preferência vocacionada para meditação ou inspirada em música com esse fim. Há quem prefira o som de uma voz. </li>
<li>Não evitem pensar nos assuntos que vos vêm à cabeça; simplesmente deixem-nos fluir sem nunca se reterem muito tempo no mesmo. </li>
<li>Foquem-se na respiração, ou melhor no que sentem quando o ar entra e sai do vosso corpo.</li>
<li>Coloquem um alarme para que sejam acordados quando o tempo da sesta terminar. Senão correm o risco de dormir muito mais tempo do que o planeado e acordarem “meio grogues”.</li>
<li>Depois de acordarem, recuperem lentamente do estado de sonolência em que se encontram (2 a 3 minutos) e logo de seguida refresquem a cara com água fria. </li>
<li>Tentem repetir a sesta diariamente à mesma hora. Está comprovado que a “nap zone” (altura em que é mais fácil adormecer) é entre as 14 e as 16 horas. Mas se para vocês (tal como para mim) não for possível fazê-lo a essa hora não hesitem em escolher uma da vossa conveniência.   </li>
</ol>
<h2>Dica bónus… Pzizz! </h2>
<p>A minha iniciação às <em>power naps</em> foi feita com o <a href="http://www.pzizz.com">Pzizz</a>, e apesar de hoje nem sempre recorrer a este software, posso afirmar sem sombra de dúvidas que o Pzizz é “meio caminho andado” para uma boa sesta. </p>
<p>Mas o que é o Pzizz? O Pzizz é um software que gera “bandas sonoras” compostas por um conjunto de sons misturados aleatoriamente com o propósito de nos ajudar a recuperar energia. </p>
<p>Bem, o que está por detrás do conceito é um pouco mais complexo e envolve programação neurolinguística e mais uns quantos palavrões assustadores. Felizmente tenho o Leo Laporte aqui à mão para vos fazer uma introdução ao Pzizz:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LMp87Kh5hIc&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/LMp87Kh5hIc&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>                    </p>
<h2>Síntese </h2>
<p>Cada pessoa tem o seu ritual para dormir uma <em>power nap</em>, por isso a ideia é irem tentando até encontrarem o vosso equilíbrio. </p>
<p>Mesmo que custe um pouco até conseguirem, lembrem-se sempre da <span class="mark">recompensa</span> que vos espera no final: <span class="mark">melhoria da saúde, produtividade e criatividade</span>. E a única coisa que têm que fazer é dormir. Será pedir muito? ;-)   </p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Siesta 2.0</title>
		<link>http://guspim.net/2008/12/16/siesta-20/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Dec 2008 13:10:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[dormir]]></category>
		<category><![CDATA[insónias]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[sesta]]></category>
		<category><![CDATA[sono]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O que tinham em comum <span class="mark">Leonardo da Vinci</span>, <span class="mark">Albert Einestein</span>, <span class="mark">Winston Churchill</span>, <span class="mark">Johannes Brahms</span> e muitas outras grandes mentes que a humanidade conheceu? <span class="mark">Todos gostavam de dormir uma boa sesta</span>.</p>
 
<p class="mb05">Este facto poderá parecer estranho a quem associe a sesta a uma atitude de preguiça ou desleixo, mas não para o <span class="mark">crescente número de empresas  (Nike, IDEO, Deloitte Consulting, Union Pacific, …) que incentivam os seus trabalhadores a dormir durante o seu período de trabalho</span>, criando mesmo espaços para o efeito. Serão Benfeitoras? Não, nada disso. Elas sabem que estão a proteger os seus próprios interesses...  </p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[
<div class="siContainer">
<img class="si" width="200" height="267" title="Sesta" alt="Sesta" src="/img/artigos/siesta-20/sleep1.jpg"/></p>
</div>
<p>O que tinham em comum <span class="mark">Leonardo da Vinci</span>, <span class="mark">Albert Einestein</span>, <span class="mark">Winston Churchill</span>, <span class="mark">Johannes Brahms</span> e muitas outras grandes mentes que a humanidade conheceu? <span class="mark">Todos gostavam de dormir uma boa sesta</span>.</p>
<p>Este facto poderá parecer estranho a quem associe a sesta a uma atitude de preguiça ou desleixo, mas não para o <span class="mark">crescente número de empresas  (Nike, IDEO, Deloitte Consulting, Union Pacific, …) que incentivam os seus trabalhadores a dormir durante o seu período de trabalho</span>, criando mesmo espaços para o efeito. Serão Benfeitoras? Não, nada disso. Elas sabem que estão a proteger os seus próprios interesses&#8230;  </p>
<p>Os <span  class="mark">estudos científicos que comprovam os inúmeros benefícios desta prática sucedem-se</span>, sendo hoje difícil encontrar algum cientista que contradiga as suas virtudes. </p>
<p>Calma, não se atirem já para o sofá mais próximo rumo ao mundo dos sonhos.  Para tirarem o máximo partido destas “sestas modernas” (as <em>power naps</em>) é preciso conhecer algumas “regras”.  </p>
<p>Mas antes de explicar o que é uma power nap vou contar-vos porque aderi a esta “onda” e quais foram os resultados. </p>
<h2>Em busca do sono perdido… </h2>
<div class="siContainer">
<a href="http://www.flickr.com/photos/joshunter/2088252449/" class="naked"><img class="si" width="200" height="267" title="100: I Need More Sleep - fotografia de joshunter" alt="100: I Need More Sleep - fotografia de joshunter" src="/img/artigos/siesta-20/sleep2.jpg"/></a></p>
</div>
<p>Sempre fui uma “vítima” da insónia. Em certas alturas associei essa situação a uma infância turbulenta, noutras a abusos de uma “juventude experimentalista”. Fosse qual fosse a causa, nunca tive um sono regular.   </p>
<p>O problema agravou-se quando comecei a desenvolver os vários projectos da <a href="http://www.enoughpepper.com">Enough Pepper</a>, continuando a trabalhar simultaneamente no <a href="http://www.ist.utl.pt">Técnico</a>.  </p>
<p>Quando se tem de fazer “jornadas de trabalho” de 12 a 16 horas não existe grande margem para compensações de noites mal dormidas, nem para dias menos produtivos.   </p>
<p>Há quem recorra a café ou a bebidas energéticas (em grande parte também ricas em cafeína) para manter o ritmo. Mas, infelizmente, sou hiper-sensível a cafeína; daqueles de ficar acordado se beber duas coca-colas ao jantar. </p>
<p>O chá verde costuma dar-me uma “pica” mais controlada, apesar de também ter cafeína (ou teína se preferirem). Contudo, sendo um dos meus “estimulantes” predilectos, em nada substitui uma noite bem dormida.</p>
<p>Face a este cenário, como conseguir um bom ritmo de trabalho durante horas a fio mesmo após noites com muitas claras? E como contornar  o cansaço daí resultante? Talvez dormir sobre o assunto…  </p>
<p>Quando ouvi falar das <em>power naps</em> torci logo o nariz, mas havia demasiadas vozes credíveis a apontar-me essa direcção… </p>
<p><span class="mark">O resultado? Assim de repente, e só falando dos efeitos mais visíveis: sono mais regular, menos stress e aumento exponencial da produtividade. E não, não estou a fabular</span>.</p>
<p>Já vos despertei a curiosidade?! Então chega a altura de explicar um pouco melhor em que consiste este elixir dos tempos modernos.</p>
<h2>O que são as power naps?   </h2>
<p>Para começar, afastem-se da ideia de “siesta latina”, caracterizada por pausas sem tempo fixo. Estamos a falar de algo diferente. Bem diferente.</p>
<p>O termo <em>power nap </em>foi cunhado por James Maas (professor de psicologia na Cornell University) no livro <em>Power Sleep</em>, onde afastava a  sesta da sua associação à indolência e a legitimava, considerando-a positiva para qualquer pessoa com uma vida muito activa. </p>
<p>Muitos estudos viriam apoiar esta ideia, sendo que, regra geral, defendem que <span class="mark">as power naps com a duração entre 10 e 30 minutos são as mais proveitosas para quem queira retemperar forças a meio do dia</span>.   </p>
<p>Dormir mais tempo leva-nos a fases mais profundas do sono das quais é mais difícil acordar. Estas sestas de maior duração não devem, no entanto, ser menosprezadas, principalmente na compensação de noites mal dormidas. </p>
<p>Por esta altura muitos de vocês, principalmente os de sono mais difícil, devem estar a pensar que é praticamente impossível deitarem-se e adormecerem logo de imediato num sono profundo por cerca de 20 a 30 minutos. E têm razão para isso.  </p>
<p>Há quem adormeça como uma pedra, mas também há quem entre numa espécie de meditação, onde os pensamentos fluem sem nunca nos concentrarmos muito tempo no mesmo assunto.</p>
<p>É frequente que estes estados de meditação, em que nem estamos a dormir nem estamos acordados, acabem por conduzir ao sono.</p>
<p>Eu por vezes adormeço, outras vezes não, porém o resultado é sempre o mesmo: “acordo” revigorado e pronto para mais umas horas de trabalho.  </p>
<h2>Para que servem as power naps?  </h2>
<p>As sestas têm sido objecto do estudo científico há décadas, e, apesar de um ou outro ponto ser mais controverso, já existem provas sólidas dos <a href="http://ririanproject.com/2007/09/05/10-benefits-of-power-napping-and-how-to-do-it/">seguintes benefícios</a>:  </p>
<ol>
<li><span class="mark">Menos stress</span></li>
<li><span class="mark">Aumento do estado de alerta e da produtividade</span> </li>
<li><span class="mark">Melhoria da memória e da capacidade de aprendizagem</span></li>
<li><span class="mark">Melhor coração</span></li>
<li><span class="mark">Aumento do funcionamento cognitivo</span> </li>
<li><span class="mark">Maior motivação para o exercício</span></li>
<li><span class="mark">Aumento da criatividade</span> </li>
<li><span class="mark">Minimizar dos efeitos das insónias</span> </li>
<li><span class="mark">Protecção contra estados de sonolência </span></li>
<li><span class="mark">Melhor saúde em geral </span></li>
</ol>
<p>Impressionante, não é? Face a uma lista destas só um louco é que não dormiria uma sesta de vez em quando. </p>
<h2>Conclusão </h2>
<p>Perceberam bem o que vos disse? Eu simplifico: <span class="mark">podem melhorar a vossa saúde, produtividade e criatividade não fazendo absolutamente nada… Apenas dormindo sobre o assunto ;-)</span>!     </p>
<p>E o que é que vos fica a faltar para experimentar? Umas dicas rápidas sobre como dormir uma sesta (sim, há alguma “ciência” no acto em si). Esse será o tema de um próximo artigo…   </p>
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		</item>
		<item>
		<title>The Village Pet Store And Charcoal Grill</title>
		<link>http://guspim.net/2008/10/31/the-village-pet-store-and-charcoal-grill/</link>
		<comments>http://guspim.net/2008/10/31/the-village-pet-store-and-charcoal-grill/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 19:10:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[arte de rua]]></category>
		<category><![CDATA[banksy]]></category>
		<category><![CDATA[nova York]]></category>
		<category><![CDATA[rua]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Quando vos <a href="/2007/11/02/a-arte-esta-na-rua/">falei</a> do Banksy alertei para o seu “agnosticismo técnico”, mas confesso que, mesmo acompanhando de perto as suas intervenções, fiquei realmente surpreso com a última...     </p>
	
<p class="mb05">O artista abriu uma loja de animais em Nova York com contornos um pouco distintos do habitual... </p>  
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p>&#8220;New Yorkers don’t care about art, they care about pets. So I’m exhibiting them instead. I wanted to make art that questioned our relationship with animals and the ethics and sustainability of factory farming, but it ended up as chicken nuggets singing.&#8221;</p>
<p class="source">
<a href="http://www.woostercollective.com/2008/10/banksy_talks_about_the_village_pet_store.html">Banksy in Wooster</a>
</p>
</blockquote>
<p>Quando vos <a href="/2007/11/02/a-arte-esta-na-rua/">falei</a> do Banksy alertei para o seu “agnosticismo técnico”, mas confesso que, mesmo acompanhando de perto as suas intervenções, fiquei realmente surpreso com a última&#8230;     </p>
<p>O artista abriu uma loja de animais em Nova York com contornos um pouco distintos do habitual&#8230; </p>
<p><object width="504" height="284"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="movie" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=1980309&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" /><embed src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=1980309&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=1&amp;show_portrait=0&amp;color=&amp;fullscreen=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" width="504" height="284"></embed></object></p>
<blockquote>
<p>&#8220;I took all the money I made exploiting an animal in my last show and used it to fund a new show about the exploitation of animals. If its art and you can see it from the street, I guess it could still be considered street art&#8221;</p>
<p class="source">
<a href="http://www.woostercollective.com/2008/10/banksy_talks_about_the_village_pet_store.html">Banksy in Wooster</a>
</p>
</blockquote>
<p>Se por acaso estiverem em Nova York ainda vão a tempo de visitar a loja que fecha… …hoje. Como é certamente improvável que estejam, podem sempre visitar o <a href="http://thevillagepetstoreandcharcoalgrill.com/">web site</a>  do projecto ;-).</p>
<p>Para quem ainda não conhece o trabalho do Banksy, reproduzo aqui a selecção que fiz no <a href="/2007/11/02/a-arte-esta-na-rua/">artigo</a> que escrevi sobre arte de rua:</p>
<ul>
<li>Colocar uma obra sua retratando <a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/entertainment/arts/4563751.stm">um homem das cavernas a empurrar um carro de supermercado</a> no <a href="http://www.thebritishmuseum.ac.uk/">British Museum</a>. Após ter sido descoberta o museu decidiu adiciona-la à sua colecção permanente.</li>
<li> Pintar no muro erguido por Israel entre este país e a Palestina <a href="http://arts.guardian.co.uk/pictures/0,,1543331,00.html">nove trabalhos seus</a> como forma de protesto contra este “muro da vergonha” considerado ilegal pelas Nações Unidas.</li>
<li><a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/entertainment/5310416.stm">Substituir nos locais de venda 500 cópias do CD Paris</a> da <em>socialite</em> <a href="http://parishiltonrecord.com/" class="broken_link">Paris Hilton</a> por uma versão com o grafismo e texto alterados por si e com <em>remixes</em> de <a href="http://www.dangermousesite.com/">Danger Mouse</a>.</li>
</ul>
<p>Estes são apenas alguns exemplos do inúmero leque de intervenções do Banksy pelo mundo fora. A Wikipedia tem um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Banksy#Art_stunts">registo</a> bem mais completo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>[Entrevista] Joana Viana (2)</title>
		<link>http://guspim.net/2008/10/02/entrevista-joana-viana-2/</link>
		<comments>http://guspim.net/2008/10/02/entrevista-joana-viana-2/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 10:49:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gustavo Pimenta</dc:creator>
				<category><![CDATA[e-learning]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo da Vida]]></category>
		<category><![CDATA[ciências da educação]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Superior de Educação – Instituto Politécnic]]></category>
		<category><![CDATA[ESE-IPL]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da]]></category>
		<category><![CDATA[FPCE-UL]]></category>
		<category><![CDATA[Joana Viana]]></category>
		<category><![CDATA[Teclar]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Após uma <a href="/2008/09/04/entrevista-joana-viana-1/">primeira parte da entrevista</a> focada no percurso académico e profissional da Joana, vamos conhecer um pouco melhor alguns dos seus projectos e saber como perspectiva o futuro.</p>

<p class="mb05">Não posso deixar de manifestar aqui alguma "inveja saudável" pelas experiências vividas pela Joana no Projecto Teclar. Depois de lerem a resposta à primeira pergunta, e os testemunhos dos participantes, vão perceber porquê ;-). </p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="siContainer">
<img class="si" width="150" height="150" title="Joana Viana" alt="Joana Viana" src="/img/artigos/entrevista-joana-viana-1/joanaviana.jpg"/></p>
<dl>
<dt>Joana Viana</dt>
<dd>Formadora, investigadora, gestora de conteúdos, …</dd>
</dl>
</div>
<p>Após uma <a href="/2008/09/04/entrevista-joana-viana-1/">primeira parte da entrevista</a> focada no percurso académico e profissional da Joana, vamos conhecer um pouco melhor alguns dos seus projectos e saber como perspectiva o futuro.</p>
<p>Não posso deixar de manifestar aqui alguma &#8220;inveja saudável&#8221; pelas experiências vividas pela Joana no Projecto Teclar. Depois de lerem a resposta à primeira pergunta, e os testemunhos dos participantes, vão perceber porquê ;-). </p>
<p>Esta não será certamente a última &#8220;presença&#8221; da Joana neste espaço, pois tencionamos escrever em co-autoria alguns artigos sobre técnicas de investigação. </p>
<div id="interview">
<h2>O que é o projecto Teclar? Partilha algumas experiência(s) gratificante(s) que tenhas tido no Teclar.</h2>
<p>O <a href="http://blogs.esel.ipleiria.pt/60mais/category/projecto-teclar/">Projecto Teclar, Ensinar e Aprender entre Gerações com Tecnologias</a>, constitui um espaço de aprendizagem e partilha de experiências e conhecimentos, entre adultos com mais de 50 anos e crianças alunos do 1º ciclo, com base na realização de actividades centradas no uso do computador e da Internet.</p>
<div class="siContainer">
<a class="naked" href="http://blogs.esel.ipleiria.pt/teclar/projecto/"><br />
<img class="si" width="200" height="163" title="Projecto Teclar, Ensinar e Aprender entre Gerações com Tecnologias" alt="Projecto Teclar, Ensinar e Aprender entre Gerações com Tecnologias" src="/img/artigos/entrevista-joana-viana-1/logoTeclar.gif"/><br />
</a>
</div>
<p>É desenvolvido na Escola Superior de Educação de Leiria (ESEL), do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), desde Novembro de 2005, e tem como objectivo aproximar os mais velhos dos mais novos, em termos de conhecimentos e aprendizagens, associados ao uso das novas tecnologias, mobilizando os saberes, experiências e memória individual e colectiva dos adultos envolvidos. </p>
<p>Adultos e crianças aprendem colaborativamente, constituindo as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) o impulso das aprendizagens realizadas, troca de saberes e interacção entre as duas gerações.</p>
<p>Com a sua participação, os adultos elevam a auto-estima, a auto-confiança e motivação para aprenderem; estreitam a relação estabelecida com os mais novos, netos e filhos, ao nível de conhecimentos e aprendizagens associadas à utilização das novas tecnologias, podendo desenvolver actividades juntos no computador e comunicarem pela Internet. </p>
<p>Por seu lado, as crianças têm a oportunidade de aprenderem temáticas curriculares e desenvolverem competências ao nível do saber ser e do saber estar, de modo não formal e não escolar, em contacto com “novos” educadores.</p>
<div class="mb2 mt2">   <object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/esZYr-hnMFk&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/esZYr-hnMFk&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></div>
<p>O blogue <a href="http://projectoteclar.blogspot.com">“Experiências no Projecto Teclar”</a> constitui o espaço social de partilha entre todos os intervenientes (directos ou indirectos) no Teclar. Especialmente os adultos usam-no como um espaço de partilha e comunicação uns com os outros. </p>
<p>Desde a importância da relação entre as pessoas, a liderança e a capacidade de dinamização e de motivação num projecto como este, até à partilha de ideias, de conhecimentos, de boas práticas, de sentimentos e de frustrações… tudo é determinante para que seja possível resultar!</p>
<blockquote><p>“Para mim, o Projecto Teclar foi como um totoloto com Jackpot, que saiu na minha vida, não no sentido do ganho material mas sim do conhecimento.” </p>
<p class="source">	 Eugénia Ferrari     </p>
</blockquote>
<p>É fabuloso a forma como os adultos encaram e interpretam as novas aprendizagens que realizam, o contacto que estabelecem com este “novo mundo das tecnologias”; as possibilidades que lhes são criadas pelas competências que desenvolvem a este nível, para uma melhor integração na sociedade, comunicação e relação interpessoal, especialmente com a família e amigos! </p>
<p>Ver os adultos rejuvenescer no contacto com as crianças; criarem laços de afectividade como se fossem avós e netos; resolverem problemas em grupo e gerirem conflitos… é delicioso! As crianças a explicarem com doçura e espontaneidade como copiar ficheiros, como inserir uma imagem num slide do PowerPoint, como guardar as imagens da Internet para o computador, como fazer a animação da apresentação, ou como criar uma pasta…</p>
<p>Uma das Crescidas do Teclar diz que a Internet “são janelas sempre a abrir, a abrir para o mundo!”. É uma frase que memorizei&#8230;</p>
<p>É mais do que gratificante a alegria dos adultos com as aprendizagens que realizam, com o facto de comunicarem com os filhos ou netos por e-mail ou por messenger, por saberem pesquisar na Internet, navegar por todo o mundo!</p>
<blockquote><p>“O Projecto Teclar alterou de forma positiva toda a minha vida. Além de aprender a dominar as novas tecnologias, descobri uma excelente forma de combater a solidão.” </p>
<p class="source">	 Margarida Martins    </p>
</blockquote>
<p>Ouvi-los dizer e, sobretudo, presenciar o combate à solidão que foi possível para alguns dos adultos com a sua participação no Teclar, ao ocuparem parte do tempo livre ao computador, na Internet, a conversarem à noite uns com os outros, por chat (messenger, gtalk). Estarem confiantes a ajudar os netos a pesquisarem informações na Internet, realizarem os trabalhos e imprimirem!</p>
<p>A alegria dos adultos ao dizerem que conseguiram, que foram capazes sozinhos!</p>
<p>Em cada ano do projecto houve colaboração com diferentes escolas do 1º ciclo. Cada escola, com a sua especificidade, tornou o projecto mais singular e diversificado, mais motivante e pertinente para todos os intervenientes. </p>
<blockquote><p>“O contacto com as crianças foi muito bom (…). Foram amáveis connosco, respeitaram-nos e aceitaram algumas sugestões que lhes demos. Fiquei muito sensibilizado quando ontem me cruzei na rua com uma criança do meu grupo. Eu nem dava por ela, mas a Ana Patrícia atravessou a rua para me vir dar um beijo e apresentar-me à mãe. Que maravilha! Não sei descrever o que senti…” </p>
<p class="source">	António Dias   </p>
</blockquote>
<p>Posso dizer que o Teclar constitui uma comunidade de aprendizagem, dinamizada por actores sociais, com diferentes papéis na comunidade educativa: crianças em idade escolar, adultos aposentados, professora do 1º ciclo, alunas da licenciatura em ensino básico do 1º ciclo (estagiárias), eu e a comunidade educativa envolvida (pais das crianças, familiares dos adultos, alunos, professores, etc…). </p>
<p>A experiência ao longo destes três anos tem sido formidável, muito gratificante, com momentos de verdadeira aprendizagem, colaboração e partilha de saberes, aquisição de valores e atitudes, emoções, convívio, alegria, amizade e boa disposição! </p>
<p>Cada encontro inter-geracional constituiu um momento intenso, carregado de emoções e afectividade, muito para além das aprendizagens ou aquisição de conhecimentos escolares ou no âmbito das tecnologias. </p>
<p>Em síntese, para mim, poder estar num ambiente tão agradável, presenciar a alegria das aprendizagens e descobertas destes adultos, aprender com a sua sabedoria, com as suas experiências e histórias de vida, e concomitantemente promover novas aprendizagens, novos conhecimentos, novas formas de usar o computador e a Internet em beneficio do seu desenvolvimento pessoal, das relações sociais, culturais e afectivas, é um enorme prazer, orgulho e satisfação! É para mim, mais do que uma realização profissional, factor de realização humana!</p>
<p>Escolho terminar com uma frase bem interessante para o contexto do Teclar: </p>
<blockquote><p>“Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar.” </p>
<p class="source">Píndaro (poeta romano)</p>
</blockquote>
<h2>Como foi a experiência de dar aulas na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa (FPCE-UL)?</h2>
<div class="siContainer">
<a class="naked" href="http://www.fpce.ul.pt"><br />
<img class="si" width="200" height="144" title="Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa (FPCE-UL)" alt="Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa (FPCE-UL)" src="/img/artigos/entrevista-joana-viana-1/fpcelogo.gif"/><br />
</a>
</div>
<p>Muito interessante, enriquecedora!</p>
<p>A grande mais-valia e o valor que retive foi o facto de poder viver, sentir, experimentar o ensino, na sala de aula, enquanto professora, quando há tão pouco tempo fui (e aliás continuo a ser) aluna! </p>
<p>A mistura e confronto das aprendizagens adquiridas nas duas situações têm sido riquíssimas, do ponto de vista da minha formação pessoal e profissional.</p>
<p>As Ciências da Educação incluem todos os processos e situações de ensino, de educação e de formação. Neste caso, tenho a possibilidade de colocar em prática os conhecimentos e competências adquiridas a esse nível, ao mesmo tempo que confronto com as experiências vividas enquanto aluna e o que sobre isso possa ter aprendido!</p>
<p>Para além disso, foi gratificante poder ter esta experiência nesta fase do meu percurso profissional, pouco tempo após ter concluído a Licenciatura. </p>
<p>O próprio contexto em que aconteceu foi muito importante para mim. Por um lado, ser a disciplina de Tecnologias Educativas, área em que tenho trabalhado e que me interessa, e por outro, o facto de ter sido responsável pelas aulas práticas, que de certa forma permitem e propiciam uma relação mais próxima com os alunos, com as suas questões, dificuldades, problemas, reflexões… exigindo essencialmente um papel de tutoria da minha parte. Não se cinge à preparação de uma aula que segue um determinado planeamento. Está “quase tudo” em aberto. Os alunos estão a realizar actividades práticas, em grupo, com estratégias e tempos diferentes.</p>
<p>Em termos de formação e investigação na área das tecnologias educativas, a experiência foi também enriquecedora visto que me permitiu contactar com um grupo de jovens e perceber qual a sua relação com as TIC, quais as suas atitudes, comportamentos e competências no uso das tecnologias, em que contextos as utilizam, com que objectivos.</p>
<div class="miContainer">
<img class="si" width="442" height="295" title="Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa (FPCE-UL)" alt="Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa (FPCE-UL)" src="/img/artigos/entrevista-joana-viana-2/aulaFPCE.jpg"/>
</div>
<h2>O que te vês a fazer daqui a 5 anos? </h2>
<p>Pergunta difícil…!</p>
<p>Apesar de ter alguns projectos pessoais e profissionais a médio e longo prazo (ou talvez sejam ambições), ao longo do meu percurso de vida, nas várias “frentes” nunca fui de planear a esse nível. Deixei que os acontecimentos se desenrolassem e que as oportunidades surgissem. </p>
<p>Contudo, tenho consciência que o empenho, a motivação e a vontade com que fui intervindo, crescendo e interagindo contribuiu para as metas que fui alcançando e o que consegui até hoje. Como diria Josso, “o que sou hoje é condicionado pelo que fui ontem e pelo que serei amanhã”.</p>
<p>Daqui a 5 anos espero continuar a intervir no domínio das Ciências da Educação, a formar e a formar-me, a educar e a ser educada… neste processo contínuo! </p>
<p>Quem sabe preparar-me para um doutoramento?! Evoluir nalguns dos projectos actuais… </p>
<p>Gostava de intervir noutras áreas das Ciências da Educação, que não apenas as Tecnologias Educativas. O que de certa forma vou conciliando nos meus projectos actuais: desenvolvimento curricular, educação não formal, relação escola-comunidade…</p>
<p>Não me imagino apenas com uma actividade profissional! Mas tudo pode mudar.</p>
<p>Gostaria de desenvolver e implementar um projecto de um “centro educativo”, ou seja, um espaço com articulação de vários níveis e processos de ensino e educação: desde a educação pré-escolar, actividades de tempos livres, dinamização de projectos com diversas escolas, em diversas áreas; até à animação sociocultural e desenvolvimento comunitário; para crianças, jovens e adultos! </p>
<h2>Como é que vês a escola do futuro?   </h2>
<p>Haverá escola no futuro como a conhecemos hoje?! Tenho dúvidas…</p>
<p>Estou certa de que continuará a existir educação, formação, a vários níveis, … No entanto, a escola-instituição como a conhecemos actualmente não mudou desde que começou… Ou continua assim, ou se existirem mudanças, provavelmente deixará de se chamar escola!</p>
<p>Aprender através de outras fontes, de outros recursos, de outras ferramentas, de outras estratégias?! Talvez seja possível com a evolução das tecnologias, da investigação, da ciência, das sociedades, das práticas, das atitudes, … </p>
<h2>Para terminar, indica-nos um livro, um disco e um filme que te tenham marcado.  </h2>
<ul>
<li>Filme – Into the wild</li>
<li>Livro &#8211; Ensaios sobre educação, de João dos Santos; </li>
<li>Disco – um disco é muito difícil, mas elego os Pearl Jam e a Katie Melua como bandas sonoras que marcaram a minha vida…   </li>
</ul>
</div>
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